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Rui Ferreira, CEO da Unicer: "Vamos investir 30 milhões em 2017 nas águas"

A Unicer está a dar a volta aos desafios económicos com uma diversificação crescente, nomeadamente no que diz respeito aos mercados. A empresa compensa assim o desaparecimento do mercado angolano. O CEO diz que em 2017 o investimento é nas águas.

27 de Setembro de 2016 às 00:01
Rui Lopes Ferreira UNICER
Paulo Duarte
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A Unicer está a dar a volta aos desafios económicos com uma diversificação crescente, nomeadamente no que diz respeito aos mercados. A empresa compensa assim o desaparecimento do mercado angolano. O CEO diz que em 2017 o investimento é nas águas.  


Quais os principais desafios neste momento para a Unicer?
Estão muito ligados à volatilidade que hoje caracteriza toda a envolvente económica que atravessamos. O nosso maior desafio tem a ver com a diversificação de mercados e procura de alternativas. O que ainda é mais premente associado ao facto de que o mercado angolano praticamente desapareceu.


A sazonalidade continua a ter impacto...
Combatemos a sazonalidade estando em mercados com um ciclo climatérico diferente do nosso, nomeadamente hemisfério sul. Tivemos uma experiência na Arábia Saudita, que entretanto acabou. O parceiro que tínhamos frustrou um bocadinho as expectativas e é preciso ter parceiros locais. Não fomos felizes mas não quer dizer que não voltemos. E com sabores e com um gosto especial.


A empresa continua a fazer investimentos?
Temos um plano de investimentos regular. Naturalmente que o grande plano, de 100 milhões de euros para remodelação deste local, com a parte logística, fabril e administrativa, está concluído, mas para 2017, estamos a trabalhar numa estratégia para aplicar cerca de 30 milhões de euros. Claro que não aqui neste local, mas investimentos nas águas. O esforço de inovação e permanente diversificação não tem a ver só com lançar produtos novos. Muitas vezes isto tem a ver com coisas menos visíveis, mas com menos impacto no mercado.  


Já conseguiram substituir o mercado angolano?
Mentiria se dissesse que já substituímos o mercado angolano mas estamos a procurar geografias diferentes e estamos a investir e apostar. E acreditamos. Não há bem um mercado novo, há muitos anos que exportamos para mais de 50 países e continuamos a exportar. Agora o que há é uma aposta em países em que estávamos de uma forma mais modesta e a aprender e hoje sentimos confiança e acreditamos que há potencial. Não há um mercado novo em que estivéssemos e no qual de repente descobrimos o "el dorado". Estamos a fazer apostas em algumas geografias com valor a acrescentar e estamos a falar da Europa, Moçambique e China. Temos tido a felicidade de encontrar uma grande receptividade em mercados. 

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