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O Cubo: As luzes de Sintra que vestiram a Torre Eiffel

O Cubo nasceu em Sintra. Mas não demorou muito tempo a expandir os seus projectos de “video mapping” aos edifícios nos quatro cantos do mundo. O próximo sonho? Cobrir os edifícios de Washington.

Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 22 de Setembro de 2015 às 00:01
Bruno Simão
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Carole Purnelle trabalhava há quatro anos na PT Inovação. Mas sempre teve a certeza que ser artista era a sua vocação. Decidiu lutar pelo sonho de "ganhar a vida enquanto artista" e, há cerca de 15 anos, abriu um ateliê com Nuno Maya, que também trabalhava na área de multimédia.

Foi assim que nasceu O Cubo, que diz ser pioneiro na introdução do "video mapping" em Portugal. O que fez em 2004 para um projecto para a Câmara Municipal de Oeiras, recorda Carole Purnelle.

O "video mapping" é uma técnica que consiste na projecção de vídeo em objectos, como edifícios.

Todos os negócios são em si uma pequena família.

Um dos desejos
que temos é fazer
um grande evento
em Washington.
É uma cidade extraordinária
e de certeza
que tem história
para projectar.

Carole Purnelle
Fundadora d’ O Cubo
O Lumina Festival de Luz (Oeiras) e o Circo de Luz, no Terreiro do Paço (Lisboa), são dois dos projectos mais conhecidos do ateliê que hoje conta com 20 colaboradores. Mas as luzes dos projectores d’ O  Cubo não ficam só por Portugal.

O primeiro projecto fora de portas foi na Holanda. Seguiram-se Austrália, Japão, EUA e Paris, onde o cenário escolhido foi a Torre Eiffel, entre outros.

A entrada nos mercados internacionais do ateliê, que se situa ao lado das casas dos seus dois fundadores, acontece devido "a todos os negócios serem em si uma pequena família", conta Carole Purnelle. "Se pensarmos na moda, é uma pequena família, toda a gente conhece os criadores, seja no Japão ou em França. E é igual no nosso negócio. Quando alguém faz um trabalho que corre bem e tem uma boa relação qualidade-preço, a reputação passa de boca em boca", explica.

Outra das características O Cubo diz distingui-lo das outras empresas de "video mapping" passa por "querermos dar um produto chave na mão". Ou seja, o ateliê de Sintra trabalha toda a parte criativa: deste a contratação de actores, filmagens, produção, realização bem como a parte técnica de todo o processo. "Nestes casos, de projectos maiores, chegamos a ter uma equipa com 200 pessoas", detalha Carole Purnelle.

Por ano, organizam em média 15 a 20 projectos. E têm de recusar bastantes. "Vemos se o projecto é interessante a nível criativo bem como se o orçamento permite fazer uma coisa decente", explica a criativa. "Aqueles municípios que nos chamam para fazer ‘video mapping’ com cinco mil euros infelizmente não conseguimos", lamenta Carole Purnelle.

Os preços variam muito, mas segundo a responsável, vão desde 10 ou 15 mil euros até aos 300 mil.

Questionada sobre os planos futuros da empresa, Carole confessa que "um dos desejos é fazer um grande evento em Washington. É uma cidade extraordinária e de certeza que tem história para projectar".

Tome nota: Como se projectam histórias? 
O "video mapping" pode envolver desde duas a 200 pessoas dependendo do projecto e do número de dias do evento. Mas o objectivo final é sempre o mesmo: contar uma história.

Do terreiro do paço a piscinas olímpicas

O "video mapping" consiste em projectar um vídeo num determinado objecto. Os edifícios têm sido a escolha mais popular desta tecnologia que começou a ganhar terreno há cerca de seis ou sete anos. Os preços variam bastante consoante o projecto. E no caso d’ O Cubo podem ter valores mais altos por não se limitarem a fazer a projecção. "Nós somos artistas e produtores, jogamos nos dois níveis", explica Carole Purnelle. O Cubo já teve projectos em que necessitou de alugar piscinas olímpicas, por exemplo.

Os pedidos mais estranhos

O pedido para fazer um "video mapping" em casamentos é recorrente. Carole Purnelle relata que receberam vários contactos de pessoas que depois de verem o Circo de Luz, no Terreiro do Paço, "acharam que era giro fazer um coisa do género para o casamento das filhas". Mas quando ouvem os orçamentos mudam de ideias, acrescenta. "Há países onde os dirigentes podem casar as filhas com uma coisa assim, mas não é bem o nosso negócio", brinca a fundadora d’ O Cubo sublinhando, contudo, "que não julgamos nada. O Cubo está cá para responder".

Forças e fraquezas de sintra

O Cubo nasceu praticamente em casa dos seus fundadores, Carole Purnelle e Nuno Maya. Daí a morada fiscal ser em Sintra, conta a fundadora. Outra das vantagens que assumem por estarem sediados neste concelho passa pelo preço do arrendamento do escritório "ser muito mais barato do que em Lisboa". A única desvantagem apontada é "mais ao nível do pessoal. Temos aqui pessoas que vêm de Lisboa e podem apanhar trânsito no IC19 [estrada que vai para Sintra]".

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