Firmino Cordeiro: "Tem-se investido muito pouco em jovens agricultores"

O presidente da Associação de Jovens Agricultores (AJAP) alerta para o facto de muitos jovens se instalarem no sector "às cegas". Era preciso acompanhamento, diz, nomeadamente ao nível da implementação dos projectos.
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Alexandra Machado 28 de maio de 2015 às 17:32

A idade média dos agricultores portugueses é das mais altas a nível comunitário. Firmino Cordeiro, que preside à associação que defende os jovens agricultores, acredita que essa situação deve-se "ao desprezo e abandono com que a agricultura tem sido tratada".

Admite que nos últimos três anos, houver algumas mudanças e permitiu a entrada de quatro a cinco mil jovens agricultores. Mas deixa já o aviso para os novos fundos que aí vêm. 

"Tem-se investido muito pouco em jovens agricultores e aqueles que se têm instalado muitos deles vêm às cegas nomeadamente nesta recta final". E reclama mais formação profissional e acompanhamento, nomeadamente criando a figura do tutor. Para que os projectos fossem implementados com mais exigência. 

Firmino Cordeiro fala, mesmo, de uma bolsa de projectistas credenciados pelo Ministério da Agricultura. Formação, acompanhamento, etc "tornariam mais válidos os jovens e impedir factores de insucesso. Nem todos os jovens que entram se mantêm. Alguns saem". O novo quadro de apoio não resolve, no entender de Firmino Cordeiro, estas lacunas.

O presidente da AJAP foi um dos intervenientes do think tank Negócios/Banco Popular sobre o sector da agricultura. 

 




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