A sala de robótica devia ser a sala de aulas normal

"Poderia ser uma sala onde nos aprenderíamos com desafios, com projetos. Aprendemos tão bem ou melhor do que sentados nas cadeiras a ouvir ", defende um jovem aluno de 14 anos, apaixonado pela robótica
A sala de robótica devia ser a sala de aulas normal
David Paul Morris/Bloomberg
Filipe S. Fernandes 27 de fevereiro de 2019 às 15:00

José Almeida é um jovem de 16 anos que estuda na Escola Vale do Tamel, em Barcelos, ganhou to reconhecimento de Microsoft Showcase School, fazendo parte de uma comunidade de escolas que está a transformar a educação e a integrar a tecnologia nas salas de aula. Utilizam uma a plataforma pedagógica All Aboard que apoia e motiva o ensino de conteúdos de programação em articulação com outras áreas curriculares.

José Almeida sempre gostou de computadores e de informática mas foi quando veio para escola Vale do Tamel que alguns colegas o influenciaram-me e desafiaram para entrar para o clube de robótica. "Fui, comecei a aprender e a participar e a gostar cada vez mais de robótica" diz José Almeida, que se tomou por uma paixão pela robótica. "O que me fascina na tecnologia é o processo de descoberta", confessa.

O que me fascina na tecnologia é o processo de descoberta. José almeida
Aluno da Escola Vale do Tamel em Barcelos


Esta sua imersão na tecnologia leva-o defender que a sua sala de robótica "poderia ser uma sala onde nos aprenderíamos assim, com desafios, com projetos. É muito mais cativante para os alunos e, ao mesmo tempo, aprendemos tão bem ou melhor do que sentados nas cadeiras a ouvir uma pessoa a falar. Acho que será assim o futuro das salas de aulas e o futuro do ensino".

A avaliação devia inspirar-se na estratégia da gamificação. José Almeida exemplifica com o clube de robótica e o desafio para construir a placa eletrónica de hardware. "Tínhamos de fazer códigos e programa-la e ganhávamos pontos que poderíamos trocar para obter outro componente para a placa como um botão e assim sucessivamente", diz José Almeida.

Este aluno chegou a fazer sessões de sensibilização à robótica aos seus professores. Explica que "os professores são pessoas e há umas mais abertas, mais fechadas e mais céticas. Por isso havia professores estavam mais abertos e outros mais apreensivos em relação ao que é que eu poderia ensinar. Mas eu sempre consegui, de certo modo, ensinar-lhes alguma coisa e cativa-los para este mundo com o qual alguns não estavam habituados a lidar, sobretudo os mais velhos".




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