Antevisão: Quarta edição dos prémios vai chegar às PME em Portugal

O Portugal Digital Awards vai entrar na quarta edição e para Gabriel Coimbra, diretor-geral da IDC Portugal, é "a maior iniciativa em que se pretende premiar os projetos de transformação digital e promover a mudança da nossa economia pelo digital".
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Segundo Gabriel Coimbra há um maior número de resistentes digitais em Portugal em comparação com os outros países europeus.
Filipe S. Fernandes 19 de fevereiro de 2019 às 15:00

Para a 4ª edição de 2019 dos Portugal Digital Awards prevê-se que se consiga dar, nas palavras de Gabriel Coimbra, "uma maior escala aos prémios que têm vindo a crescer desde a primeira edição". Em 2018 ultrapassaram-se as 100 candidaturas validadas pelo júri, num total de mais de 300 candidaturas submetidas.

Para a próxima edição a expectativa de Gabriel Coimbra é duplicar o número de candidaturas, até porque o objetivo é alargar o prémio às PME para além das grandes e médias organizações. O objetivo é continuar a crescer e "premiar o que se faz nas grandes organizações mas também as pequenas e médias empresas".

O objetivo em 2019 é premiar o que se faz nas grandes, médias e pequenas empresas em Portugal. Gabriel Coimbra
Director-geral da IDC Portugal


Os prémios permitem detetar um maior dinamismo no ritmo de transformação digital não só das empresas mas também das organizações públicas. "O digital tem sido utilizado pelas empresas para serem competitivas e as organizações públicas conseguirem dinamizar a economia e criarem melhores serviços para os utentes e cidadãos de uma forma mais transversal", refere Gabriel Coimbra.

Na última edição dos Portugal Digital Awards verificou-se a emergência de projetos de entidades públicas. Foram premiados projetos , como a chave móvel digital da AMA, "um projeto emblemático que serve como catalisador da transformação digital em todos os setores, refere Gabriel Coimbra. O gestor da IDC sublinha ainda os prémios atribuídos à SPM com os Exames Sem Papel, que tem um grande impacto nos cidadãos, e as Águas do Porto, um projeto específico da administração local que faz a transformação digital do processo de gestão das águas na cidade.

Dualidade digital

"Há uma dinâmica grande não só no setor privado, e que vai além dos setores de digitalização mais tradicionais como a banca e os seguros, a energia e as utilities". Têm surgido projetos de grande qualidade em empresas ligados ao setor produtivo, como o da Frulact, que é uma empresa exportadora e internacionalizada com fábricas em França, Marrocos, África do Sul e Canadá. "Temos visto cada vez mais indústrias, retalho, serviços, a administração pública a submeter candidaturas e com projetos emblemáticos ao nível da transformação digital", assegura Gabriel Coimbra.

Em Portugal existe uma espécie de dualidade digital. Existem por um lado organizações ao mesmo nível de organizações idênticas a nível global, nomeadamente da restante Europa e dos Estados Unidos. "Temos organizações a fazer tão bem ou melhor que outras no globo", garante Gabriel Coimbra. Mas, por outro lado, há organizações que ainda não estão viradas para o digital nem têm projetos de transformação, a que Gabriel Coimbra chama "os resistentes digitais". Há uma maior proporção de empresas resistentes ao digital quando comparado com a Europa e ainda bem quando se compara com os Estados Unidos.

No entanto Gabriel Coimbra deteta mudanças no paradigma empresarial. "As empresas entenderam que estão no mercado global e que é esse o seu espaço de competição e estão a fazer tão bem ou melhor que os seus concorrentes globais. São as empresas alinhadas com a linha da frente do digital". Mas há um grande número de empresas em Portugal que não compete no mercado global e que estão confinadas ao mercado interno. Por isso não sentem de facto pressão para fazerem a transformação digital e serem mais competitivas pelo digital.

Para Gabriel Coimbra além da falta de pressão, existe também uma questão cultural. "As organizações com gestores mais jovens têm uma maior predisposição para fazer a transformação digital, o que não acontece na maioria delas".




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