Mário Campolargo: "Os europeus são bons na integração da inovação"

Mário Campolargo, deputy diretor-geral informatics (DIGIT), considera que na área da administração pública Portugal compara bem com o que se passa a nível internacional e até é visto como um exemplo.
Mário Campolargo: "Os europeus são bons na integração da inovação"
Para Mário Campolargo, os valores europeus são um trunfo na digitalização.
David C. Santos
Filipe S. Fernandes 26 de fevereiro de 2019 às 16:00
Na área da administração pública Portugal compara bem, sublinha Mário Campolargo, Deputy Diretor-Geral Informatics (DIGIT), com medidas que estão muito próximas do cidadão. Mostram "que os serviços não devem ser organizados de acordo com os ministérios onde são desenvolvidos, mas para servir o cidadão através dos life events", referiu. Deu como exemplo o facto de que quando o neto nasceu, dois dias depois tinha o cartão do cidadão , o que resultou da interligação entre os vários ministérios.

Acrescenta Mário Campolargo que "a proximidade com o cidadão é sentida em Portugal e é sentida no estrangeiro como um exemplo que dignifica Portugal".

A Europa tem grandes desafios de inovação que lhe são colocados pelas performances da China e dos Estados Unidos. "Os europeus são bons na integração. Quando pensamos no Airbus, ou nos automóveis enquanto integradores de tecnologia somos capazes de por a tecnologia com sentido. Se conseguirmos fazer a diferença através do tratamento de dados individuais, pessoais com o Regulamento Geral de Proteção de Dados ( RGPD ), ou dar um sentido dos carros autónomos, não apenas para vermos na tecnologia o supra-sumo, mas que permitam que o cidadão tenha uma vida melhor. Se os valores europeus como os éticos, e do cidadão enquanto diferenciado da máquina, se impuserem é uma vantagem para a Europa", sublinha Mário Campolargo.

Sem medo do erro

O eurocrata português, considera que as novas gerações começam a ter "uma atitude mais aberta à inovação, a explorar a área que ainda não foi descoberta. Este mecanismo de procura, de se questionar sobre como pode trazer valor para a sociedade é a motivação que temos dar. Depois vêm os programas nacionais, europeus, para apoiar, incentivar, deduções fiscais, o entendimento diferente do que é a relação laboral".

Defende que se deve incentivar nos jovens os valores que são imutáveis e os valores em que temos que fazer a diferença como o não ter medo de falhar e não ser penalizado por ter falhado.

Os prémios podem ser exemplo e inspiração

"Vivemos de exemplos, e os prémios têm uma coisa relevante que é o facto de colocarem o foco sobre determinadas coisas importantes e que tiveram uma papel relevante e que podemos criar uma escola. Os prémios, nesse sentido, como os Portugal Digital Awards, têm de ser colocados nessa perspectiva que é da de sobrevalorizar os bons exemplos e que sejam inspiradores e este é um aspecto fundamental quando se atribuem os prémios", sublinhou Mário Campolargo. 




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