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PPR do Estado obtém maior retorno de sempre

Desempenho do Certificado de Reforma ombreou com os fundos de PPR privados com exposição equivalente ao mercado accionista.

Paulo Moutinho 16 de Janeiro de 2013 às 22:50
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O Certificado de Reforma, mais conhecido como "PPR do Estado" apresentou uma forte valorização no último ano. A valorização de 8,17% é a mais expressiva desde que o produto foi lançado, em 2008, ombreando com os fundos de poupança para a reforma que apresentam uma exposição idêntica às acções.

Os dados do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS), referentes a 9 de Janeiro, revelam que o Certificado de Reforma completou os últimos 12 meses com uma rentabilidade de 8,17%. Em 2011, o saldo foi negativo em 1,78%, após uma valorização de 0,15% no ano anterior. O recorde, até agora, tinha sido de 8,16%, registado em 2009.

A rentabilidade apresentada nos 12 meses terminados a 9 de Janeiro está na média do retorno registado pelos fundos de PPR comparáveis. Considerando o valor a 11 de Janeiro, os fundos de PPR (que representam a menor "fatia" do investimento nos produtos de poupança para a reforma) com uma exposição entre 5% e 15% às acções registaram uma rendibilidade média de 7,48%. O melhor na categoria, o "PPR Património Reforma Prudente", da SGF, gerou um ganho de 10,26%.

Foi a exposição ao mercado accionista que permitiu à equipa liderada por Manuel Baganha apresentar um desempenho tão positivo. Entre os activos em que estão aplicados os cerca de 25 milhões de euros sob gestão, foram as acções que apresentaram o desempenho mais expressivo, valorizando 20,58%, no mesmo período. O contributo só não foi mais expressivo já que o peso destas na carteira tem vindo a encolher. É, actualmente, de 12,42%, metade dos 24,39% há um ano.

A maior "fatia" do capital continua aplicado em dívida, sendo que as obrigações de outros países que não Portugal, apresenta agora um peso de 61,82%. A valorização de 10% destes títulos de países da OCDE foi, por isso, a principal responsável pelo comportamento positivo do Certificado de Reforma.

A dívida nacional apresentou um comportamento modesto na carteira do "PPR do Estado", de apenas 2,25%, segundo a informação divulgada pelo IGFCSS. O que contrasta com a valorização média de 57% das Obrigações do Tesouro em 2012, a maior entre os países desenvolvidos. A dívida nacional pesa agora 25,5% contra 29% no início de 2012.

 

 

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