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Seguros: Garanta protecção sem sobrecarregar o orçamento

Os clientes devem ter em atenção as exclusões e os períodos de carência do seguro. O prémio a pagar pelo seguro multirriscos vai depender do valor do capital seguro.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 31 de Outubro de 2018 às 12:00
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Saúde
Cuidado com a linguagem complexa

Os seguros são, em geral, produtos compostos por uma linguagem complexa. Mas isso não deve afastar os consumidores, sobretudo no que diz respeito aos produtos que protegem a sua saúde. Os seguros de saúde são provavelmente os mais complexos de todos, pela sua linguagem hermética e também pelo elevado número de coberturas e exclusões que apresentam. É difícil comparar estes seguros só tendo em conta o prémio, pois a preços diferentes estão associadas coberturas, exclusões e períodos de carência muito diversos.

Nesse sentido, os clientes devem fazer uma boa prospecção de mercado, procurar as coberturas que correspondem às suas necessidades e ter muita atenção às exclusões. Não podem também esquecer os limites de capital, franquias e períodos de carência. E devem esclarecer todas as suas dúvidas junto da seguradora.


Automóvel
Renegociar pode ser uma boa estratégia

Se tem automóvel, tem seguro automóvel, com certeza. Apenas é obrigatória a cobertura de responsabilidade civil, isto é, aquilo que vulgarmente se conhece como "seguro de terceiros" e que permite responder por danos provocados a outros. Mas pode associar ao seguro outras coberturas que respondam às suas necessidades.

Neste campo, a oferta existente no mercado é variada. Nos últimos anos, surgiram diversas companhias online que vieram juntar-se às tradicionais. E, em muitos casos, um seguro automóvel feito através da Internet tende a ser mais barato. Pagando o prémio anual todo de uma vez, especialmente se o fizer através de débito directo, o valor tende a ser ainda mais baixo. "É essencial ir renegociado o crédito para conseguir ter um prémio melhor e mudar de seguradora, se for necessário", recomenda Natália Nunes, da Deco.


Multirriscos
Adeque as coberturas ao imóvel

No crédito à habitação, além do seguro de vida também o seguro multirriscos é obrigatório. Na esmagadora maioria dos casos, os clientes acabam por optar pelo seguro que lhe é oferecido pela instituição onde contrata o empréstimo até para conseguir melhores condições de financiamento. Mas isso não garante que seja o seguro mais indicado.

A lei obriga a que os imóveis tenham seguro de incêndio. Mas esta pode ser uma das coberturas do seguro multirriscos que pode, contudo, incluir outros problemas como roubo, tempestades, fenómenos sísmicos, responsabilidade civil, entre outros. O principal objectivo é segurar o valor do imóvel e do recheio da casa, no caso de um evento que provoque a sua destruição. O cliente deve fazer uma prospecção do mercado, adequando as coberturas do seguro às características do imóvel. O prémio vai depender do valor do capital seguro.


Vida
Compare as várias opções do mercado

O seguro de vida é obrigatório para quem contrata um crédito à habitação e também ao consumo, em algumas situações. No caso do empréstimo da casa, os bancos não obrigam que quem contrata o financiamento aceite o seguro proposto pela instituição, mas fazê-lo garante muitas vezes acesso a condições mais vantajosas. Se o seu "spread" está dependente do seguro, não compensa procurar alternativas. Mas se não, poderá ser vantajoso trocar de companhia.

Assim, deve pedir ao banco duas simulações, uma com o valor da prestação que pagaria com o seguro e outra sem, de modo a que possa proceder a uma comparação. À mensalidade sem seguro, deve depois somar o prémio de outro produto de outra instituição com condições semelhantes, nomeadamente em termos de cobertura. No final, deve verificar se a diferença de valor compensa. E tenha atenção às coberturas.

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