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Mecalbi está a fazer o maior investimento de sempre

“A empresa continua a admitir mais colaboradores e a preparar o maior investimento da sua existência, dando passos no sentido da inovação produtiva e dos processos, e na construção de novas instalações em Castelo Branco, Portugal”, sublinha Jorge Amaral.

Filipe S. Fernandes 25 de Novembro de 2020 às 12:00
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A Mecalbi teve vendas consolidadas de 10,895 milhões de euros em 2019, com exportações de 98,7% sendo que 74% dizem respeito ao mercado extracomunitário. No entanto, 2020 exigiu mudanças profundas na forma de gerir e também atingiu os resultados pretendidos.

As principais alterações na gestão de um grupo com várias geografias passam pela mudança na forma de comunicar com o mercado, que é cada vez mais digital, com o predomínio, por exemplo, das videoconferências sobre a forma presencial, com as medidas de proteção e prevenção a cada momento implementadas e a organização do trabalho e das equipas à distância assente cada vez mais em teletrabalho, entre outras medidas. "As medidas de prevenção adotadas na Mecalbi foram sempre mais exigentes do que o regulamentado pelos governos, sendo adotadas por todo o grupo", sublinha Jorge Amaral, presidente e fundador da Mecalbi.

Em termos de negócios, 2020 tem sido um ano atípico. "Os meses de maio, junho e julho que tradicionalmente são os melhores meses do ano foram os piores em termos de vendas, pois traduziram o facto de as fábricas terem estado paradas e os projetos terem sido adiados pela incerteza dos meses seguintes", revela Jorge Amaral.

Mais contratações

Quem não adia o futuro é a Mecalbi. "Continua a admitir mais colaboradores e a preparar o maior investimento da sua existência, dando passos no sentido da inovação produtiva e dos processos, e na construção de novas instalações em Castelo Branco", sublinha Jorge Amaral. Sobre as perspetivas para 2021, o fundador da Mecalbi diz que "o mercado está a melhorar, ainda que de forma muito lenta e incerta. Na minha opinião, o ano de 2021 ainda será de muita contenção nas vendas e prevejo nos próximos anos crescimentos ligeiros".

Natural de Viseu, Jorge Amaral é licenciado em Engenharia Mecânica e, por razões pessoais, foi viver para Castelo Branco tendo começado a trabalhar na Cablesa, hoje Delphi. Depois passou pelo Grupo Centauro e pela Dinefer, fundada em 1988, até que, em maio de 2006, criou a Mecalbi. Criou a empresa "por desafio e gosto pessoal. Trabalhei na mesma atividade, indústria automóvel, noutros produtos." Foi então desenhada como uma empresa de mecatrónica para a indústria automóvel, e começou a sua atividade por desenvolver soluções customizadas à medida do cliente.

Pouco depois, Jorge Amaral identificou, "como oportunidade de negócio", os equipamentos de retração. Em 2008, tornou-se fornecedor preferencial de equipamentos de retração para a Yazaki. A sua atividade passou a focar-se mais nos equipamentos de retração e, "hoje em dia, é uma das poucas empresas especializadas a nível mundial neste tipo de solução, estando presente no trabalho diário de todos os grandes fabricantes de cablagens", como refere Jorge Amaral.

Na sua filosofia, a "empresa não precisa dos melhores profissionais mas dos melhores seres humanos". A empresa tem criado oportunidades na área da tecnologia para a mão de obra da região de Castelo Branco, tanto a que estuda fora como a que está nas escolas da região. Depois de entrarem temos sido capazes de os conquistar e manter". Mais de 65% dos seus trabalhadores tiveram o primeiro emprego na Mecalbi.
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