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Farfetch: As alianças que somam

A Farfetch tem aliados como a Richemont e a Alibaba, mas também tem uma parceria com a Chanel para a digitalização das suas lojas físicas.

Filipe S. Fernandes 06 de Outubro de 2021 às 12:20
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As alianças com a Richemont e a Alibaba são muito importantes para a Farfetch porque, como diz Luís Teixeira, “valida o nosso esforço e o nosso posicionamento no mercado. Um dos valores da Farfetch é o Think Global, que significa que ambicionamos continuar a apostar no mercado internacional”. A empresa criada por José Neves nunca escondeu a relevância da China tanto como mercado para a Farfetch como “oportunidade que existe para a indústria do luxo e foi, exatamente nesse sentido, que estabelecemos as parcerias com a Richemont e a Alibaba”.

Luís Teixeira adianta que estas alianças lhes permitem continuar a “missão de ligar as marcas, as boutiques e os consumidores da indústria da moda de luxo e dão-nos a possibilidade de ampliar a nossa estratégia de digitalização deste setor, que já foi acelerado com os desafios da pandemia”.

Quanto ao impacto que as medidas regulatórias da China têm na atuação da Farfetch, “o que posso dizer, neste momento, é que estamos atentos e preparados para reagir em conformidade”, sublinha Luís Teixeira.

Hoje tem 13 escritórios em todo o mundo. Têm uma parceria com a Chanel para digitalizar as suas lojas físicas, tendo já digitalizado as de Paris, a que se seguem as de restantes países onde está presente. Relançaram a loja Browns em Londres com uma experiência física e digital totalmente integrada.

Ambição de líderes

Recentemente, José Neves, que é o presidente executivo e fundador da Farfetch, plataforma de moda de luxo e o primeiro unicórnio, avaliado em mais de mil milhões de dólares, de matriz portuguesa, concordou com a análise da Global Industry Analists de que a indústria de bens de luxo, incluindo as que não têm componente online, vai valer cerca de 300 mil milhões de dólares em 2026.

“Não se sabe quanto disso é que vai ser digital e quanto é que vai ser em lojas físicas. Os números apontam para 35% online e, portanto, 65% offline. Dos 35% estamos a falar de uma oportunidade de 100 mil milhões de dólares e temos uma ambição de ser líderes de mercado. Além disso, também temos ambições no campo das lojas físicas. Desde 2015 que temos investido na store of the future. Chamamos a essa estratégia luxury new retail”, disse José Neves ao Observador.

Fundada por José Neves em 2007 e lançada no ano seguinte, a Farfetch começou como um marketplace de comércio eletrónico para boutiques de luxo em todo o mundo. Hoje liga mais de três milhões de clientes ativos em mais de 190 países e apresenta produtos das 1300 melhores marcas, boutiques e lojas de departamento em mais de 50 países assegurando, uma oferta de uma extensa coleção de luxo numa única plataforma.

A Farfetch está cotada na bolsa de Nova Iorque desde setembro de 2018. As receitas da empresa em 2019 foram 1,021 mil milhões de dólares, mais 69,5% do que em 2018 e, em 2020, subiu 63,9% para 1,67 mil milhões de dólares, e o valor bruto dos produtos vendidos superou os 3 mil milhões de dólares.

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