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Os novos papéis da The Navigator Company

Grande produtora europeia de pasta de papel e de papel entrou em novos segmentos de mercado como o tissue e, mais recentemente, a produção de papel para embalagens.

Filipe S. Fernandes 14 de Outubro de 2021 às 14:00
António Redondo é CEO da The Navigator Company, a terceira maior exportadora nacional. Daniel Oliveira
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"O ano de 2020 foi o mais difícil da história recente do grupo", referiu António Redondo, CEO da The Navigator Company, produtora integrada de floresta, pasta e papel, tissue e energia. Mas "apesar da queda abrupta do consumo de papel, por fecho dos escritórios e das escolas e pela redução muito expressiva da atividade económica a nível global, particularmente sentida nas nossas principais geografias, em 2020, por exemplo, colocámos no mercado o maior volume de pasta de celulose dos últimos dez anos e apresentámos produtos inovadores quer no mercado do tissue, quer no do packaging que começámos a desenvolver, tendo registado um aumento significativo do volume de vendas nos dois segmentos".

Em 2020, o volume de negócios atingiu 1.385 milhões de euros, menos 18% do que em 2019. O volume de vendas de UWF totalizou 1.276 mil toneladas, caindo 12% em relação a 2019. No entanto, as vendas de pasta e de tissue compensaram parcialmente a queda do negócio de papel. O volume de pasta cresceu 25% para 394 mil toneladas, registando o valor mais elevado desde 2009, e as vendas de tissue 10% para 106 mil toneladas, o que representa também o volume mais elevado desde a entrada no negócio do tissue em 2015.

Recuperação em 2021

Em 2021, como historia António Redondo, "depois de um primeiro trimestre marcado por novas vagas de contágio de covid-19 e por períodos de confinamento na maior parte dos mercados-chave do grupo, os últimos três meses do primeiro semestre deste ano registaram uma reabertura progressiva das economias e uma recuperação na procura de papel. Na sequência da forte recuperação verificada ao nível do preço da pasta, o preço do papel registou, também, uma continuada recuperação no segundo trimestre".

700toneladas
O volume de vendas de papel da The Navigator Company atingiu as 700 mil toneladas nos primeiros seis meses de 2021.

Em comparação com o mesmo período em 2020, no primeiro semestre deste ano houve uma melhoria das condições de mercado de papel com aumento progressivo dos volumes, mas ainda com um preço de venda abaixo do semestre homólogo. Assim nos seis primeiros meses de 2021, o volume de vendas de papel totalizou 700 mil toneladas, mais 17%, de pasta atingiu as 152 mil toneladas (-21%) e de tissue situou-se em linha com o semestre homólogo, em 52 mil toneladas. O volume de negócios recuperou 3% para 715 milhões de euros, tendo o aumento dos volumes de papel compensado o nível mais baixo de preços.

Na sua estratégia de diminuição da dependência da pasta de papel e de entrar em segmentos de maior valor acrescentado a Navigator lançou-se no negócio de tissue em 2015 e, mais recentemente, do packaging. No que diz respeito ao tissue, as vendas em volume em 2020, cresceram 10% em relação ao ano anterior, traduzindo-se num aumento de volume de negócios de cerca de 7%.

"Esta área de negócio foi favorecida pelo impacto da pandemia, que se traduziu no aumento da procura de produtos do segmento de uso doméstico. Foi o melhor ano de sempre nesta área de negócio, seja qual for a lente que se usa para o analisar, provando, uma vez mais, a agilidade de resposta da The Navigator Company que desenvolveu esforços industriais, comerciais e de inovação significativos ao longo do ano, de forma a conseguir dar resposta ao incremento de procura dos produtos at home", disse António Redondo.

A vez da embalagem

Há cerca de 20 anos que a empresa oferece produtos dedicados ao setor da embalagem, mas para o CEO da Navigator Company, o desenvolvimento do novo segmento de negócio de packaging reforça o contributo da empresa "para um mundo mais sustentável, através da oferta de soluções naturais, recicláveis e biodegradáveis, que contribuem para a fixação de carbono, para a produção de oxigénio, para a proteção da biodiversidade, para a formação de solo e para o combate às alterações climáticas", afirma António Redondo.

Este novo negócio assenta em novas gamas de papel inovadoras, mais seguras e higiénicas, através de processos de produção proprietários para os quais uma patente foi já submetida. "Estamos a contribuir assim para a transição da velha economia linear, finita de base fóssil, para uma bioeconomia circular de futuro, positiva para a natureza e neutra para o clima", considera António Redondo.

Na base está a fibra virgem do eucalyptus globulus, a matéria-prima utilizada na produção do papel para as embalagens, que agrega três submarcas dirigidas a necessidades específicas, desde embalagens de baixa gramagem destinadas à indústria alimentar, restauração e comércio farmacêutico, embalagens para sacos de retalho e ainda papel para caixas de cartão.

É a terceira maior exportadora em Portugal e coloca os seus produtos em mais de 130 países nos cinco continentes, representa cerca de 3% das exportações nacionais de bens, perto de 6% do total da carga contentorizada exportada pelos portos nacionais, é a maior geradora de valor acrescentado nacional, representando aproximadamente 1% do PIB nacional, e gera 5% da produção total de energia elétrica em Portugal.

Em 2020, a The Navigator Company foi uma das doze vencedoras do Prémio Exportação e Internacionalização, uma iniciativa do Jornal de Negócios e do Novo Banco em parceria com a Iberinform Portugal, tendo recebido o prémio Exportação Grandes Empresas Serviços.

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