Entrega de Prémios: Empresas exportadoras têm melhor performance

As 15 empresas galardoadas são as campeãs da exportação e internacionalização, e juntaram-se às 133 empresas premiadas nas anteriores sete edições do prémio.
Entrega de Prémios: Empresas exportadoras têm melhor performance
A entrega de prémios realizou-se no salão árabe do Palácio da Bolsa, no Porto, como forma de reconhecimento do poder exportador da Região Norte.
Nuno Fonseca
Filipe S. Fernandes 18 de dezembro de 2018 às 20:00

A 8ª edição do Prémio Exportação e Internacionalização, uma iniciativa do Novo Banco e do Jornal de Negócios em parceria com a Iberinform Portugal, realizou-se no majestoso Salão árabe no Palácio da Bolsa, no Porto, a 23 de Outubro. Estas 16 empresas são as campeãs da exportação e internacionalização, e juntaram-se ao clube exclusivo das 133 empresas premiadas nas anteriores sete edições do prémio.

Como revelou António Ramalho, presidente executivo do Novo Banco, "esta amostra de empresas, que têm crescido a um ritmo de dois dígitos, estão muito acima da média das empresas portuguesas tanto na performance como no crescimento do emprego, e são empresas que exportam para vários destinos, enquanto 69% das empresas exportadoras têm apenas um mercado".

"O trabalho do júri é muito facilitado pela qualidade dos indicadores que a Iberforum e a equipa do Novo Banco nos apresentaram", explicou Gonçalo Lobo Xavier, que com Alberto Costa e Filipe de Botton constituem o júri do prémio Exportação e Internacionalização. Existem algumas empresas que no início do desafio de 2011-2012 foram premiadas com menções honrosas, e que agora chegaram a patamares superiores na sua performance exportadora e de internacionalização, referiu Gonçalo Lobo Xavier.

Empresas mais saudáveis

"Mas não são apenas os suspeitos do costume a apostar na exportação, mas é indicador de que há uma tendência e um apetite para quem iniciou a sua abertura ao mundo e que foi premiado por isso", salientou Gonçalo Lobo Xavier.

Acrescentou que é uma "evidência que quem está mais exposto aos mercados internacionais tem uma performance e uma saúde financeira e uma capacidade de investir maior".

75%
Exportações
Dependem de mil empresas portuguesas, o que revela uma grande concentração.


Esta afirmação foi corroborada por António Ramalho, que argumentou que "as empresas exportadoras têm um maior crescimento, uma maior margem líquida, mesmo trabalhando com mercados de exigências competitivas mais elevadas, criam mais capital, e maiores volumes de autonomia financeira. São mais saudáveis do ponto de vista da performance e dos números que apresentam".

Esta é uma das razões para que dois terços do activo Novo Banco esteja aplicado em empresas e que 60% das empresas exportadoras, acima de 2,5 milhões de euros de vendas, sejam clientes do Novo Banco, como primeiro ou segundo banco.

A importância do turismo

O presidente executivo referiu-se ainda à performance das exportações portuguesas que em 2107 foram de 17,7 mil milhões de serviços e 34,4 mil milhões de bens e mercadorias. Neste aspecto realçou que os grandes crescimentos têm vindo das actividades turísticas e a importância que têm tido como alavancas do desenvolvimento estratégico do país.

Referiu que as empresas de perfil exportador passaram de 27 mil para 37,9 mil empresas, mas que "a concentração é significativa e que 75% do total das nossas exportações assentam basicamente no top 1000 das empresas portuguesas, o que significa que os níveis de exportações estão ainda assim concentrados mas caminhando no sentido correcto de um maior alargamento da base".

Segundo o Banco de Portugal em 2017, o ganho de quota dos exportadores portugueses voltou a ser significativo, ascendendo a 2,8 pp (face a 3,6 pontos percentuais nos dois anos anteriores). Prevê que em 2020 o valor das exportações de bens e serviços deverá situar-se 67% acima do nível registado em 2008, sendo de destacar a evolução da componente de turismo.





pub

Marketing Automation certified by E-GOI