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João Proença: "As pessoas estão com um medo brutal do futuro"

A UGT foi decisiva na introdução da possibilidade de pagamento dos subsídios em duodécimos, como forma de mitigar o corte abrupto de rendimento gerado pelo aumento de impostos. Confrontado com os factos, que apontam para uma fraca adesão a esta modalidade, apenas possível no sector privado, João Proença considera que "são os próprios trabalhadores a optarem por uma poupança forçada".

Negócios 05 de Fevereiro de 2013 às 23:30
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"As pessoas estão com um medo brutal do futuro" comenta o líder da UGT, lembrando que a poupança em Portugal está a aumentar, apesar de se registar "um empobrecimento generalizado através da diminuição dos salários, da diminuição das pensões e, essencialmente, através do desemprego."

A este aparente paradoxo, João Proença responde assim: "a poupança aumenta porque as pessoas estão com grande insegurança e grande receio do futuro. Por isso tentam poupar tudo o que é possível e esta atitude não tem efeitos positivos em termos económicos. Tem efeitos negativos, por diminuição do consumo interno. O facto de os trabalhadores não quererem a antecipação dos subsídios é a mesma coisa, os trabalhadores optam por uma poupança forçada. Preferem que o dinheiro continue na empresa e que seja pago nas férias ou no Natal para terem uma poupança para outras despesas."

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