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Líder da UGT: Compensações põem em risco acordo de concertação

João Proença deixa o alerta: a questão das compensações por despedimento é "um problema grave que pode levar à quebra do acordo de Concertação Social".

Negócios 05 de Fevereiro de 2013 às 23:30
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O líder da UGT recorda que a rábula começou quando um membro do Governo enviou uma nota para a comunicação social a anunciar que as compensações iam ser fixadas em 10 dias. Depois, em Novembro, o Governo acorda em 12 dias, "mas sempre à margem da concertação". "Isso teve que ver com o facto desse secretário de Estado [Paulo Martins] como académico ter estudado muito as compensações. Mas estudou mal. Quando falava em 10 dias como a média comunitária era verdade para ele. Mas o relatório prova claramente que isso não é verdade."

O secretário-geral da UGT acredita que a decisão dos 12 dias pode ainda vir a ser alterada. "O Governo, o Presidente da República e o ministro das Finanças estão interessados em encontrar uma solução. Não sei é se a solução respeita o compromisso. Temos dito que estamos disponíveis para discutir e para ter um espírito de compromisso, também relativamente à média comunitária, mas não estamos disponíveis para qualquer solução. Neste momento, o Governo criou um novo facto político. Há um acordo com a troika e agora, qualquer alteração, tem de ter o seu acordo. Mas acho que toda a gente reconhece, incluindo o primeiro-ministro, que foi um erro o acordo com a troika ter fixado as compensações em 12 dias."

 

A favor de uma eventual mudança deste acordo, está a atitude de Pedro Passos Coelho. "Tenho garantias do empenhamento dele na procura de uma solução", enfatiza João Proença.

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