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O que diz Henrique Neto sobre os restantes candidatos

Falou sobre alguns dos outros candidatos à Presidência da República. O que pensa Henrique Neto de Marcelo Rebelo de Sousa, António da Nóvoa, Maria de Belém, Marisa Matias e Edgar Silva?

Negócios 05 de Novembro de 2015 às 00:01
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Marcelo diz o que "as pessoas querem ouvir"

Henrique Neto gostaria de disputar a segunda volta das eleições presidenciais com Marcelo Rebelo de Sousa. "Seria interessante porque somos duas faces de duas moedas diferentes, não somos duas faces da mesma moeda".  O candidato presidencial reconhece, como cidadão, "características de inteligência e até de genialidade" a Marcelo, mas avisa que não é disso "que o país precisa nesta conjuntura".

Segundo o empresário "o Presidente da República tem de ter um projecto, uma visão que tem de ser coerente. Tem de ter experiência de vida económica e social". Ora, segundo Henrique Neto, Marcelo Rebelo de Sousa não reúne "nenhuma destas condições". Antes pelo contrário. "Vejo instabilidade, vejo factos políticos, vejo adaptação ao meio ao longo dos tempos, e é por isso que ele tem o sucesso que tem: diz sempre o que as pessoas querem ouvir. Será este o Presidente de República de que o país precisa", questiona, dando a resposta de imediato: "Tenho a maior das dúvidas. Às vezes é preciso dizer às pessoas o que elas não querem ouvir. E desde que seja verdade, que seja fundamentado, eu acredito que as pessoas respeitam quem faz isso".

Os candidatos que vivem do Estado

O que é que Marcelo Rebelo de Sousa, Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém têm em comum? Henrique Neto aponta a maior semelhança: "vivem do Estado, trabalham no Estado, em toda a sua vida se relacionaram com o Estado". O candidato questiona: "como é que se pode mudar um país, orientar um país, com uma cultura de Estado?" 

Henrique Neto dá o exemplo de Sampaio da Nóvoa. "Tem como ‘coroa de glória’ ter feito a fusão das universidades [Clássica e Técnica de Lisboa]. Pergunto-me se aquilo é bom. Há universidades pequenas que são das melhores do mundo. Juntou as duas universidades, evitou um reitor. Mas os cursos duplicados, continuam duplicados. E porquê? Porque as resistências das pessoas que estão nesses cursos, dos professores, são muito fortes. O professor Nóvoa não venceu essa resistência. Como é que ele vai depois vencer as resistências que existem, e são tantas, na sociedade portuguesa e principalmente no Estado. O Estado tem de estar ao serviço dos portugueses. Tem de estar ao serviço das pessoas e das empresas, do desenvolvimento económico. E tem de dar liberdade às pessoas".



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