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Sampaio da Nóvoa e os atentados de Paris

Sampaio da Nóvoa viveu em Paris. Na Redacção Aberta do Negócios falou dos atentados e do que deve ser tido em conta.

Negócios 22 de Novembro de 2015 às 20:23
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Paris, cidade onde Sampaio da Nóvoa viveu, foi alvo de  ataques terroristas no dia 13 de Novembro. "São acontecimentos brutais para todos nós e que são ainda mais brutais quando sentimos que estão no interior de nós mesmos". E os jihadistas do auto-proclamado Estado Islâmico "estão cá dentro [na Europa] também por muitos erros que cometemos".

Uma constatação que não nos deve fazer desviar do essencial. "Há uma situação de guerra aberta sobre a qual nenhum de nós pode fazer de conta que não vê, que é de uma clareza brutal".

Para Sampaio da Nóvoa a resolução desta crise passa por quatro dimensões: "a diplomática, que tem falhado imenso, sobretudo no domínio da cooperação; o plano das informações e coordenação desses serviços de informação, que tem falhado imenso, sobretudo quando a Europa deixou de ser um lugar de cooperação para passar a ser de competição; a económica, cortar os financiamentos para a compra de armamento; e a militar, à qual também não podemos renunciar".

Perante este quadro, Sampaio da Nóvoa é da opinião que a via militar é insuficiente para combater o terrorismo. "Se não percebermos estas quatro dimensões, não percebemos nada do que nos está a acontecer. E se despejarmos guerra em cima de guerra arriscamo-nos e ter mais guerra e não mais paz".
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