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"Já estivemos em muitos. Este é o melhor"

Para quatro jogadores de críquete que conhecem hostels de vários países da Europa, o Home Lisbon "é o melhor". O hostel que se auto-intitula de "casa" convenceu centenas de viajantes que pode ser "um lar doce lar" em Lisboa.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 29 de Agosto de 2013 às 00:01
Bruno Simão/Negócios
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Foi sem saber ao que vinham que Simon, Tom , Oliver e Edmund, com idades entre os 32 e os 33 anos, se instalaram no Home Lisbon Hostel. Nenhum dos quatro teve nada a ver com a escolha do alojamento. Foi um amigo da organização de mais um campeonato de críquete que tratou de tudo. Acertou em cheio, graças "às boas críticas e à classificação de quatro estrelas e meia" que ajudaram no processo de selecção. Deram por si no segundo melhor hostel do mundo que, para os jogadores, bem podia ser o primeiro.

"Todos os anos vamos jogar críquete a um país diferente. Já estivemos em muitos hostels, em Itália, Eslovénia, Amesterdão e Dinamarca. Este é o melhor! É perfeito!", resume Simon, que trabalha na área do imobiliário. Este ano é no Cartaxo que os Swingers vão jogar o torneio de Verão. No dia seguinte, a equipa britânica partirá para o Cartaxo, para defrontar o Oeiras – sim, há equipas de críquete em Portugal.

Apesar de não terem tido nada a ver com a escolha do Home Lisbon Hostel, não podiam estar mais satisfeitos com o alojamento. Porquê? "O bar está aberto até tarde, não há chaves [a pulseira que trazem no pulso abre a porta do quarto e contabiliza os custos dos consumos], é muito barato e o wi-fi é bom", concordam Simon e Tom, consultor de tecnologia.

O "bom gosto da decoração", a "simpatia" dos empregados, a "limpeza" das instalações são aspectos que os jogadores de críquete valorizam. E nem o facto de dois dos amigos terem ficado "decepcionados" por terem tido de partilhar o quarto com estranhos abalou a avaliação que fazem do hostel.

Chegaram na véspera e esta sexta-feira é dia de descanso para os Swingers. Apesar de o pequeno-almoço estar incluído, Simon, Tom, Oliver e Edmund saem à procura de um sítio onde possam comer alguma coisa e vão tentar conhecer Lisboa. No dia seguinte, apanharão o autocarro até ao Cartaxo para a primeira partida de críquete contra o Oeiras, que repetirão no domingo. "Vamos ganhar", antecipam.

Como vão ficar mais três noites, talvez ainda provem o "Mamma’s dinner", uma das apostas do Home Lisbon para concretizar a promessa de "ser um lar longe do lar para quem procura um local acolhedor e familiar para ficar". O jantar cozinhado e partilhado com a anfitriã ("Mamma") é um dos destaques das críticas feitas pelos mais de três mil utilizadores do HostelWorld.com, onde é considerado o segundo melhor hostel do mundo. "Incrível", "óptimo", "qualidade de restaurante" e "excelente" são apenas três dos muitos elogios deixados no site de reservas, que já em 2012 lhe tinha atribuído distinções.

Shachar, uma israelita de 25 anos, física, terá oportunidade de verificar, nos próximos quatro dias, se é possível "sentir-se como em casa", neste hostel com pretensão de ser uma espécie de "lar doce lar". Ainda não subiu as escadas que a hão-de levar ao segundo andar do edifício da Baixa Pombalina, mas tem boas expectativas sobre o que irá encontrar. "Uma amiga que já cá esteve disse-me que era muito bom", explica. A localização "central" e o facto de "não ser muito caro" apenas serviram para ajudar a confirmar a escolha.

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