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Negócios
O resumo do dia, em exclusivo para assinantes
Sexta-feira, 18 de outubro de 2019

André Veríssimo

averissimo@negocios.pt | Diretor

Bom dia!

 

Foi moda antes da crise financeira de 2008 e da recessão que se seguiu, mas está aos poucos a regressar: a venda de imóveis por construir.

 

O dinamismo do setor, a escassez de oferta e a sofisticação dos clientes está a fazer aumentar a compra dos chamados "bens futuros". Como lhe conta a Rafaela Burd Relvas, já há quem pague por imóveis dos quais conhece apenas a localização, o promotor e o arquiteto. Conheça alguns casos e os prós e contras desta opção.

 

Pode até não ver, mas decerto já ouviu falar do "Querido mudei a casa", o programa de televisão em que uma decoradora faz milagres na remodelação de divisões. O que talvez não saiba é que a produtora do programa tem também uma plataforma de "crowdfunding imobiliário", aprovada pela CMVM. Neste momento propõe um investimento com uma remuneração bruta de 15% em três anos.
 

Boris Johnson e a União Europeia chegaram a um entendimento sobre o Brexit. Mas este "novo grande acordo" tem a grande oposição de sempre no Parlamento britânico, como escreve o David Santiago. Os unionistas da Irlanda do Norte querem votar contra e há dúvidas sobre o sentido de voto dos deputados que o primeiro-ministro expulsou da bancada dos Tories. Ainda assim, há a expectativa de que é desta que a saída do Reino Unido se materializa, no dia 31 de outubro.

 

Se o texto passar no palácio de Westminster será o fim da incerteza que tem minado a economia britânica e, em menor grau, a europeia. A Margarida Peixoto conversou com Augusto Santos Silva, que afirma que o acordo "é uma bela notícia para as empresas" e diz estar "tranquilo" em relação à situação dos cidadãos portugueses.

 

A 1 de novembro nada muda, mas não é o fim das dores de cabeça. Filipe Lowndes Marques, presidente da câmara de comércio luso-britânica explicou ao Negócios que o Brexit ainda vai trazer "chatices" às empresas portuguesas quando for negociado o futuro acordo comercial. O Reino Unido pesou 5,9% nas nossas exportações de bens entre janeiro e julho. O ministro dos Negócios Estrangeiros português afirma que "há tempo para negociar, vamos ver se é só acordo de comércio livre ou algo mais".

 

A saúde das contas dos hospitais portugueses agravou-se. Os números voltaram a derrapar em 2018 e em 43 hospitais apenas 5 tiveram resultados positivos. Em termos globais, o "buraco" chegou aos 475 milhões de euros. A culpa é do subfinanciamento, do aumento dos gastos com pessoal e com medicamentos. A gestão, ou a falta dela, há-de ter também alguma responsabilidade.

 

Pedro Pita Barros, professor de Economia da Universidade Nova de Lisboa, defende que o Orçamento da Saúde devia ser reforçado em 600 milhões em 2020. "Tem havido dificuldade crescente em introduzir racionalidade de gestão, em vez de (i)racionalidade orçamental na gestão do SNS", sentencia.

 

Sexta-feira é dia de Weekend e esta fim de semana vai poder ler uma reportagem sobre como é viver sem acesso a telecomunicações móveis. Sem rede, sem fibra, sem gente é o título do texto do Fábio Monteiro que lhe conta como na aldeia de Martim Branco ver um vídeo no YouTube obriga a uma sessão de montanhismo, ou como em Santa Margarida da Coutada é comum ver pessoas a abanar o telemóvel no ar, como que a bradar aos deuses por falta de sinal.

 

A entrevista é com Pedro A. Neto, diretor executivo da Amnistia Internacional em Portugal. A conversa com a Lúcia Crespo aconteceu no dia em que o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed Ali, foi distinguido com o Nobel da Paz. Pedro A. Neto deixa um alerta: "É altura de o mundo começar a refletir sobre o estatuto do refugiado climático."

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