António Moita
António Moita 21 de maio de 2017 às 20:50

Prá frente Portugal

É redutor dizer que voltámos aos "três efes" de Salazar. Fado, futebol e Fátima são hoje muito mais do que fatores de união nacional.

São produtos que, em conjunto com muitos outros, fazem de Portugal uma país mais atrativo, mais preparado, mais alegre e com um povo mais feliz e cada vez mais competitivo.

 

Dizia o Presidente Marcelo que "quando somos muito bons somos os melhores dos melhores". Descontando o lado emotivo e eurovisivo da afirmação, a verdade é que são cada vez mais os portugueses que se destacam cá dentro e lá fora. E isso só nos pode orgulhar a todos.

 

Nem sempre é evidente que por trás de quase tudo o que valorizámos na passada semana exista uma ajuda do Estado. Na organização da visita papal, na representação no Festival da Eurovisão e até nas vitórias dos clubes de futebol. Mas ela existe de facto. Seja no trabalho da diplomacia, no apoio da RTP ou nas cedências de terrenos e outras benesses aos clubes por parte dos municípios.

 

Assim de repente parece encontrada uma receita de sucesso para o modelo económico nacional. Que é de direita, mas que também é de esquerda. Que é liberal, mas também é conservadora.

 

Valorizar as pessoas, deixar fluir a energia criadora e solidária dos mais jovens, abrir as portas a quem nos quer visitar ou aqui quer investir ou trabalhar, proteger o património, promover a cultura e a gastronomia, formar para a qualidade, reabilitar o edificado público e privado, apoiar o espírito inovador de milhares de start-ups, fomentar as exportações, financiar a fixação de população no interior, dinamizar uma agricultura assente na diferenciação, são entre tantas outras, formas de deixar a economia funcionar livremente. Permitir que cada um siga o seu caminho e corra o seu risco, sem que o Estado se liberte das suas obrigações de regulação, de estimulador de atitudes, de abridor de caminhos, de facilitador de relações, de criador de redes e, porque não, de financiador de programas e políticas que prossigam estes objetivos.

 

Jurista

 

Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

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