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60 para 320? De quem é a responsabilidade?

Vitor Constâncio disse no Parlamento que a supervisão do Banco de Portugal só tem 60 técnicos para supervisionar 320 instituições. Presume- -se que a falta de técnicos explica o facto de a supervisão ter deixado escapar, debaixo do nariz, o chorrilho de operações duvidosas (isto é um eufemismo, não vá alguém lembrar--se de mais processos...) que o BPN protagonizou nos últimos anos.

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Aleluia! Está detectado um dos problemas da supervisão: falta de meios. Mas de quem é a responsabilidade? Se o Banco de Portugal já não tem a gestão da taxa de juro e da moeda, a administração não devia ter desviado recursos para a única área (de relevância) que continua sob a sua tutela? Mais: se o governador percebeu, com o caso BCP, que tinha aqui o seu calcanhar de Aquiles porque não propôs, logo, as medidas que explicou ontem aos deputados? Embora não tivesse impedido o fim do BPN, saberíamos que o banco central (uma instituição a quem o país muito deve) aprendera alguma coisa com o caso BCP.

Todos sabemos que Constâncio é um brilhante economista; e que é honesto. E todos lhe estamos agradecidos: como ministro das Finanças, em 78, convenceu o FMI a tirar o país do buraco onde estava. O problema é que o governador não percebeu, em devido tempo, que a supervisão passou a ser a função mais importante do banco central. E, por isso, não pode alijar responsabilidades no que se está a passar.

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