Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Opinião
Camilo Lourenço camilolourenco@gmail.com 24 de Maio de 2011 às 11:35

A surpresa Zapatero e a desilusão Sócrates

Jose Luis Zapatero foi apanhado por um tufão que varreu a Espanha.

  • Assine já 1€/1 mês
  • 15
  • ...
A sua derrota, embora esperada, surpreende pela dimensão (regiões onde perdeu) e profundidade (votação baixa). Um perfeito contraste com este lado da fronteira, onde outro socialista parece destinado a ter sorte diferente. Pelo menos a acreditar nos estudos de opinião, que dizem que Sócrates ainda pode ganhar, ou perder por poucos.

Mas há outro contraste entre Zapatero e Sócrates. O primeiro desistiu de se recandidatar porque as medidas de austeridade que tomou (e implementou) deram cabo da sua popularidade. O segundo ainda tem hipóteses porque embora anunciando medidas difíceis (em Maio de 2010), não as implementou.

Zapatero, pela coragem que teve (até na decisão de não se recandidatar… que abriu caminho à renovação no PSOE), foi uma surpresa. De aprendiz de político, tanta era a sua ingenuidade, a quem o Poder caiu no colo depois dos atentados de 11 de Março em Madrid, revelou-se um Estadista: a execução do plano de austeridade valeu à Espanha distanciar-se da Grécia, Irlanda e Portugal. E com isso escapar, pelo menos para já, à ajuda externa.

Sócrates, que inicialmente prometia muito (ao contrário do seu homólogo) com a sua determinação, foi uma grande desilusão. O eleitoralismo de 2009 (a despesa corrente primária subiu 8,8%, à conta das eleições…) e os disparates posteriores precipitaram a ajuda externa, como se depreende do relatório anual do Banco de Portugal.

Quando se fizer a História dos últimos anos, Zapatero vai ficar… na História. Já Sócrates será lembrado como o político que conduziu o país à pré-bancarrota.


Ver comentários
Mais artigos do Autor
Ver mais
Outras Notícias