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As reformas de que o país precisa. Mesmo!

De repente, o País começou a debater dois assuntos fundamentais para ultrapassar os problemas estruturais que condicionam o nosso desenvolvimento. Falamos, como é óbvio, da regionalização e do casamento entre pessoas do mesmo sexo. E como...

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De repente, o País começou a debater dois assuntos fundamentais para ultrapassar os problemas estruturais que condicionam o nosso desenvolvimento. Falamos, como é óbvio, da regionalização e do casamento entre pessoas do mesmo sexo. E como vivemos num país useiro e vezeiro em perder tempo com discussões estéreis (as chamadas "manobras dilatórias"), os partidos políticos interessados em legislar nesta matéria estão a pensar dispensar a consulta directa às populações, via referendo. Parece uma atitude sensata: para quê perder tempo com discussões públicas, campanhas de esclarecimento, etc., se os dois assuntos faziam parte dos programas de governo dos respectivos partidos? Ou seja, aquelas questões já foram sufragadas pelos eleitores em finais de Setembro. Além do mais a tendência para desvalorizar os referendos tem sido uma constante na prática política dos referidos partidos. Nada mais natural: se houve até um alto dirigente de uma das forças em causa (é hoje a segunda figura do Estado) que, confrontado com a necessidade de referendar o Tratado de Lisboa, considerou a ideia um absurdo...

Confesso que me apetecia terminar a crónica de hoje utilizando linguagem universalmente conhecida. Leia-se imprópria. Mas o respeito pela instituição onde escrevo e pelo leitor (que faz o favor de nos pagar o salário) impede-me. Mas há uma pergunta que não consigo evitar: quem foi mesmo que disse que não merecemos a classe política que temos?

camilolourenco@gmail.com

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