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Bernanke, Trichet e o valor da moeda

Obama reconduziu Bernanke à frente do segundo banco central mais poderoso do mundo. Decisão acertada? Se se olhar para os primeiros anos deste académico, profundo conhecedor da "Grande Depressão", a resposta é "não". Por duas...

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Obama reconduziu Bernanke à frente do segundo banco central mais poderoso do mundo. Decisão acertada? Se se olhar para os primeiros anos deste académico, profundo conhecedor da "Grande Depressão", a resposta é "não". Por duas razões: 1ª - Bernanke chegou à direcção do FED desde 2002 e não conseguiu convencer Greenspan a subir os juros mais cedo (juros baixos conduzem a "bolhas" que, ao rebentar, provocam recessões); 2ª - O FED não percebeu que a periclitante solvabilidade de alguns dos grandes bancos americanos.

O problema é que Bernanke, não obstante estas falhas, percebeu o que tinha de fazer para não deixar que a crise financeira de 2008 acabasse numa "segunda grande depressão". A sua decisão de abrir as torneiras da liquidez (baixou drasticamente as taxas de juro) e a do Tesouro (meteu biliões de dólares na economia) parecem ter afastado esse perigo. De tal forma que o problema, a breve prazo, pode deixar de ser o risco de depressão para ser... risco de inflação: quando a confiança voltar, o consumo, somado à elevada liquidez em circulação, chega para por a inflação acima de 10%!

É nessa altura que se vai ver se Bernanke tem coragem para tomar decisões incómodas para o "establishment" em Washington. Problema semelhante ao que Jean-Claude Trichet terá com Bona e Paris quando subir os juros na Europa. No fundo trata-se de saber se os dois bancos centrais mais independentes do mundo não se esqueceram que a sua principal missão é "garantir" o valor da moeda.
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