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Camilo Lourenço camilolourenco@gmail.com 21 de Dezembro de 2010 às 11:34

BPN, o torpedo que pode arrastar a CGD e o défice

A Caixa nunca o quis. E só lá entrou porque o Governo optou pela nacionalização.

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Dois anos depois a CGD continua a querer ver o BPN pelas costas. Com razão: o BPN é uma banqueta, mas a dimensão do seu buraco é tal que pode arrastar a própria Caixa.

Face a este "repúdio", o Governo tinha duas soluções: ou vendia o banco, leia-se pagava a alguém para o comprar, ou fechava a instituição (o Banco de Portugal não quer bancos a operar com situação líquida negativa e já pediu solução urgente). Como a primeira fase da privatização ficou deserta, o Governo decidiu recapitalizar a instituição, na esperança de a por a flutuar até que as condições permitam nova tentativa de venda.

A recapitalização é suficiente para evitar a degradação da situação do BPN? Não. Porque as condições para fazer banca vão ficar muito difíceis nos próximos anos (veja-se como os mercados continuam a recusar financiar os bancos nacionais…); e porque colocar o BPN a voar sozinho, ainda que com asas "clipadas", é uma temeridade: se você, leitor, lá tiver dinheiro mantém-no sabendo que o banco está falido e que a Caixa quer sair?

O Governo, que tem andado empurrar com a barriga (um resgate total inflacionaria o défice orçamental…), não pode adiar a resolução do problema. E, face aos interesses em causa, devia equacionar a liquidação do banco. Por muito cara que seja. Pelo menos os contribuintes ficariam a saber quanto é que vão pagar pela ineficiência dos supervisores.


P.S. - Quando se lida com bancos as soluções têm de ser rápidas: quantos milhões não vão sair do BPN com os rumores em torno do seu futuro?

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