Camilo Lourenço
Camilo Lourenço 27 de fevereiro de 2013 às 00:01

Nós não somos assim

Há um país que passa a vida a queixar-se. A lamuriar-se. A criticar. A dizer uma coisa hoje e outra (diferente) no dia seguinte. A dizer "Sim senhor, precisamos de por as contas em ordem" para, no dia seguinte, reivindicar que o Estado volte a gastar dinheiro (que não tem) para estimular a economia. E há outro país que, não obstante as dificuldades que estamos a passar, deita mãos à obra: poupa (contra todas as previsões), muda de vida, reinventa-se (dê uma olhada aqui: http://agricultoresdesofa.blogspot.pt).

Nota: Este artigo está acessível, nas primeiras horas, apenas para assinantes do Negócios Primeiro.

 

É uma dicotomia surpreendente: parece até que os dois grupos não fazem parte do mesmo país. Embora partilhem o mesmo território… a mesma História… a mesma língua. Só os costumes são diferentes.

 

Não sei o que está na base de "fibras" tão distintas. Até porque, dizem os estudiosos, o queixume está enraizado entre nós. Mas estão mesmo? Recuemos um pouco na História. Não fomos nós que decidimos "passear" pelo mundo a partir de 1415? Não fomos nós que percorremos meio mundo em casquinhas de noz (a 500 anos da invenção do GPS) quando a Europa ainda lambia as feridas de guerras intestinas? Não fomos nós que trouxemos novas culturas para a Europa?

 

É estranho que um país que fez isto tudo esteja agora remetido ao choradinho. Mais: é estranho que um país que acelerou as trocas comerciais entre várias geografias, da Índia ao Brasil, de Portugal ao Japão, esteja agora virado sobre si mesmo… com receio de um mundo sem fronteiras.

Não, isto não somos nós. Nós somos o outro lado: o lado dos batalhadores, o das pessoas que transformam dificuldades em oportunidades. Numa palavra: o dos que preferem deitar mãos à obra em vez de ensaiar o choradinho dos derrotados.

 

camilolourenco@gmail.com

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