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O PIB português e o desemprego alemão

O desemprego na Alemanha estabilizou nos 8,3% em Julho, surpreendendo os mercados que estavam à espera de um agravamento. Vamos admitir que os 8,3% não ilustram o que realmente se passa no mercado de trabalho alemão. Não pela fórmula de...

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O desemprego na Alemanha estabilizou nos 8,3% em Julho, surpreendendo os mercados que estavam à espera de um agravamento. Vamos admitir que os 8,3% não ilustram o que realmente se passa no mercado de trabalho alemão. Não pela fórmula de cálculo (igual à portuguesa) mas porque Angela Merkel pôs em prática programas de apoio que ajudam as empresas a pagar parte dos salários... em troca de formação. Por outras palavras, o Estado paga para que as pessoas não apareçam oficialmente nas estatísticas do desemprego (dá jeito, com eleições à porta)...

Mas mesmo com esta distorção (Portugal faz o mesmo em alguns sectores, como o automóvel...), que representa menos de um por cento dos desempregados, vale a pena olhar com atenção para os números da Alemanha. Porquê? Porque eles são o melhor sinal de que o pior da recessão já deve ter passado (a melhoria da actividade na indústria aponta no mesmo sentido). Ora como estamos a falar da principal locomotiva da economia europeia e o principal motor de arranque da economia portuguesa, é caso para dizer que estamos perante uma das melhores notícias dos últimos tempos. Ou seja, em vez de rejubilarmos com o crescimento da nossa economia no 2º trimestre (puxada pelo lado errado, o consumo), devíamos congratular-nos com o que está a acontecer na Alemanha. É que a esperança de voltarmos a crescer em 2010 depende mais daquele país do que dos estímulos à procura interna que o Governo pôs em prática.
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