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Camilo Lourenço camilolourenco@gmail.com 11 de Julho de 2011 às 12:00

O que é que os alemães têm e nós não

Uma sondagem na Alemanha apurou que 70% dos cidadãos prefere a redução do défice orçamental à baixa dos impostos prometida pela senhora Merkel (que quer ganhar as eleições de 2013).

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Podemos criticar os alemães por muita coisa, inclusive por não terem liderança política à altura dos desafios que a Europa (nomeadamente a Zona Euro) enfrenta. Mas há uma coisa que eles têm: sabem que não há crescimento económico duradouro com finanças públicas desequilibradas. Coisa em que se distinguem de outros países europeus, onde boa parte da "inteligenzia" económica e da opinião pública acredita que os orçamentos servem para fazer aquilo que as empresas (muitas vezes por culpa do próprio Estado) não fazem: puxar pela economia.

Essa é, provavelmente, a razão pela qual os governos alemães, de esquerda ou de direita, raramente se desviam da ortodoxia financeira: o equilíbrio orçamental é imposto de baixo para cima (dos cidadãos para o Governo) e não ao contrário, como no resto da Europa. Portugal incluído.

É difícil "vender" a ideia de que a Economia fica melhor sem défices orçamentais excessivos? Sem dúvida. Sobretudo entre nós, que no último século só tivemos contas públicas em ordem quando vivemos em Ditadura. Mas o caso alemão pode dar uma ajuda para mudarmos de vida: a sua economia é das mais bem sucedidas no mundo por causa da (e não apesar da) sua disciplina orçamental.

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