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Portugal 5,793%; Espanha 2,6%. Podemos mesmo pagar isto?

O fim-de-semana deu-nos um cheirinho do que vai ser a campanha eleitoral.

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No afã de convencer o eleitorado sobre quem tem "culpa" do estado do País ninguém olha a meios. Com destaque para o Governo, que se porta como se não tivesse estado no Poder durante seis anos (só no último ano foram três PEC) e ainda por cima pontapeia o baixo ventre de quem nos pode ajudar.

É escusado dizer que isto não leva a nada. Diabolizar quem já nos salvou duas vezes da bancarrota (a escassas semanas de ficarmos sem dinheiro para importar comida), é um mau serviço ao País. Até porque os dois programas que o FMI aplicou a Portugal funcionaram (Mário Soares que o diga)!

O que se está a passar não é mero "campanhês". É uma estratégia bem montada para desviar as atenções do principal. E o principal é evitar que os eleitores percebam que protelar medidas de austeridade e optar por dívida de curto prazo vai levar a um embate violento na parede… mais cedo do que pensávamos: optar por dívida de curto prazo em detrimento de prazos longos não é solução. Como lembrava ontem este jornal, à conta da insistência no curto prazo, até meados de 2012 teremos de amortizar quase 24 mil milhões de euros. Ouch!

E se isto não for suficiente para o despertar, faça contas aos juros que nos cobram (a 12 meses) e compare com o dos espanhóis e alemães: na semana passada pagámos 5,793%. No mesmo prazo, a Espanha pagou 2,6% (sim, dois vírgula seis por cento) e a Alemanha 1,5%. Era bom que o ministro das Finanças nos dissesse quanto vai aumentar o serviço da dívida em 2012.
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