Catarina Castro
Catarina Castro 23 de setembro de 2019 às 18:00

Madeira: Primeiro dia de Outono

Iniciou-se na Madeira o primeiro ciclo de eleições nacionais para as quais nos preparamos a 6 de outubro.

A maior vitória da noite vai para o bom exemplo de cidadania em democracia que o povo Madeirense deu, com uma taxa de participação eleitoral histórica (55,51%).

O atual partido em governo, PSD-Madeira, volta a sair vitorioso e já conta com 43 anos de vitórias em eleições regionais, tendo garantido 21 deputados com assento parlamentar.

O PSD conquistou 7 dos municípios e freguesias locais fazendo desta a vitória da noite em conjunto com o CDS-PP uma vitória do centro-direita.

O segundo aspeto importante deste resultado eleitoral é a bipolarização deste novo parlamento, fenómeno esse que localmente elimina 4 partidos (BE, PAN, PURP, RIR e PTP) da assembleia legislativa regional e enfoca o processo democrático da região ao centro (PSD-PS).

PSD e PS garantiram 40 dos assentos políticos eleitos e esse é o real fenómeno destas eleições regionais.

No entanto, este fenómeno acontece sem surpresas.

São 43 anos de liderança absoluta do PSD na região autónoma da madeira.

Vamos a números e dados…

  • 71 meses consecutivos de crescimento económico a uma taxa superior ao continente nos últimos dois anos (2,3%);
  • Taxa de desemprego (6,9%) deixa de ser a maior do país pela primeira vez desde 2015 e aproxima-se da média nacional, atualmente nos 6,8%;
  • Endividamento da região abaixo dos 100%, única no país, alcançada também nos últimos dois anos com a redução do endividamento líquido de 1,5 mil milhões de euros;

A região apresenta atualmente o seu melhor momento económico desde 2006 e este é um legado de enorme responsabilidade para quem governar a região nos próximos 4 anos.

 

A estabilidade e previsibilidade política da região poderá garantir à Madeira a sua independência financeira face ao continente eliminando de forma estrutural a atual dependência do PAEF algo que até à data António Costa não garantiu a esta região num momento em que a taxa de juros a 10 anos em Portugal é inferior a 0,20% comparando com 3,375% cobrado pelo continente à região.

 

Em números, cumprindo o anunciado no OE de 2019 de alteração da taxa de juro de referência para 2%, a Madeira teria uma poupança superior a 200 milhões de euros até à maturidade do contrato, o que representa cerca de 20 milhões de euros de poupança por ano para a região numa etapa muito importante de manutenção da trajetória de crescimento económico alcançada.

 

No entanto a estabilidade de uma governação que garanta a contínua redução do endividamento da região também poderá garantir o acesso pela primeira vez na história da região ao financiamento direto da Madeira em mercados internacionais com uma emissão inclusive do primeiro Green Bond valorizando o projeto Mar e Atlântico que a Madeira tão bem representa. O caminho para uma autonomia financeira estrutural é um passo positivo quer para a Região quer para o Continente.

 

É assim um primeiro dia de Outono com maior responsabilidade do que nos últimos 43 anos para a região Autónoma da Madeira, esta que é líder na conquista de melhor destino turístico insular do mundo há 6 anos, é origem e sede dos 4 maiores grupos económicos nacionais de Hotelaria, construção e Navegação. Todos eles, se cotados em bolsa, estariam claramente presentes num índice PSI20 nacional.

 

Tem atualmente o maior hotel do pais, tem obra e tem muito talento reconhecido internacionalmente como Cristiano Ronaldo, Leonardo Jardim, Nini Andrade, Fátima Lopes, entre tantos outros.

 

É a conceituada pérola do Atlântico - feita e construída por todos os Madeirenses e Porto Santenses.

 

Este é provavelmente o maior peso da responsabilidade política atual.

Economista e CEO da Blue

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