António Costa
António Costa 12 de novembro de 2019 às 19:49

O segredo para condenar uma empresa ao sucesso

Quando há uma previsão de crise, como podem as empresas antecipar-se? A receita mais eficaz é comum a todos os setores e independente da dimensão da empresa - desenvolver um “mindset” de melhoria contínua.

Os alertas sobre o risco de uma nova crise financeira mundial sucedem-se. Na sua primeira intervenção enquanto diretora do FMI, Kristalina Georgieva foi direta ao assunto: "O crescimento continua a dececionar, as tensões comerciais persistem e a dívida alcançou níveis históricos em muitos países." Os gestores portugueses estão, naturalmente, atentos.

 

O Barómetro Kaizen - que ouviu perto de 200 líderes de médias e grandes empresas que atuam no mercado português, e que no seu conjunto representam mais de 30% do PIB nacional - mostra que para 76% dos empresários o abrandamento da economia mundial é o fator externo que pode influenciar mais negativamente o desempenho da sua organização. Outro dado relevante: a maioria dos inquiridos (58%) acredita que a economia portuguesa vai estagnar no próximo ano, cedendo ao contexto internacional.

 

Quando há uma previsão de crise, como podem as empresas antecipar-se? A receita mais eficaz é comum a todos os setores e independente da dimensão da empresa - desenvolver um "mindset" de melhoria contínua.

 

O que quer isto dizer? Que o sistema de gestão das organizações deve estar assente numa cultura de melhoria permanente, com foco nos processos e nos resultados, garantindo o envolvimento das pessoas e tendo como pilares a excelência nas operações, na inovação e nas vendas.

 

Uma empresa envolvida numa cultura de melhoria contínua desde o topo até à base é mais ágil e resiliente. Obriga os seus decisores a, continuamente, saírem da sua zona de conforto, estabelecendo objetivos disruptivos, capazes de transformar a organização. Num "mindset" de melhoria permanente, a gestão está atenta a todas as variáveis do negócio, sendo também capaz de responder com rapidez (e em antecipação) ao que está fora do seu controlo, nomeadamente às novas variáveis criadas pela crise. 

 

Num cenário de recessão, estar pronto para mudar em permanência (e mudar para melhor) pode ser um balão de ar ou mesmo uma ferramenta para entrar em contraciclo - e crescer. 

 

Senior Partner do Kaizen Institute Western Europe

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