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Fernando Sobral - Jornalista fsobral@negocios.pt 16 de Janeiro de 2006 às 13:59

O bananal

No mundo actual há uma ténue linha divisória entre a realidade e a ficção. E, em Portugal, já não existe posto fronteiriço entre uma democracia e um bananal.

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As escutas telefónicas sem limites ou o acesso a números de telefones utilizados pelos mais importantes responsáveis do regime mostram que vivemos num país à deriva. E parece que alguém está interessado em que este clima de bandalheira transpareça eficazmente junto da opinião pública. Já não vivemos num regime onde podemos alimentar teorias da conspiração. São elas que se tornaram o pequeno-almoço de Portugal. Fica-se com a sensação que no país há grupos de interesses que agem a seu belo prazer. A coberto da legalidade, ainda por cima.

Existe um Procurador-Geral da República que, aparentemente, anda sistematicamente a reboque dos acontecimentos e que já não tem poder sobre o que quer que seja. O PGR é um náufrago que perdeu a sua bóia e que ainda não foi avisado do facto. Neste momento já parece pouco relevante existir um PGR em Portugal já que ele é apenas um «poster». E, como figura decorativa, podem-se arranjar outras figuras para guardiãs do Estado. Alguém dos «Morangos com Açúcar» ou de um «Big Brother» qualquer. Ao pé do que se está a passar, as eleições presidenciais parecem um assunto irrelevante.

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