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O spa de Santos Silva

Portugal não é um spa e o PS não é uma piscina aquecida. Esse, aparentemente, é o sentimento do ministro Augusto Santos Silva na sua entrevista ao "DN". Para ele o desemprego é o problema do País e o corporativismo uma força de bloqueio. Acredita-se na bo

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Antes de rejuvenescer, o País necessita de fazer uma cura de gorduras supérfluas. Mas, para isso resultar, necessita de mostrar a bússola que mostra onde é o norte do futuro aos que vão engrossando as filas de desempregados e à classe média que não vê um destino saudável. Augusto Santos Silva não pode pedir uma mão cheia de tudo a quem está a oferecer uma mão cheia de nada. Quando se vê tantas pessoas nas ruas a clamarem contra um Governo que é o melhor a gerir a sua imagem nos últimos anos, é porque o descontentamento é real. A carta que o Governo está a enviar à sociedade tem o código postal errado. E Santos Silva deveria entender isso. Cada vez que soa o alarme de uma deslocalização, o executivo diz que, ou já sabia, ou está a acompanhar o caso. O País pergunta: para que é que serve o Governo? Para nos dar a terrível notícia depois dela estar concretizada? Quando Santos Silva fala de corporativismo diz o quê? Que quem quer saúde perto da sua porta está contra as reformas? Compreende-se o pavor do ministro quando diz que o PS deve ocupar o centro: isto é, deve tornar-se a Grande Muralha de São Bento. Ideologicamente deve absorver a oposição e as críticas. Mesmo as internas.
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