José Veiga Sarmento
José Veiga Sarmento 26 de março de 2020 às 20:38

Recomeçar

Um dia vai acontecer. Outra vez. A seguir à destruição vem sempre um depois. Mas o problema é mesmo esse. Que futuro nos espera depois da Covid-19, num mundo que se ajoelhou física, financeira e moralmente?

Nem sempre as reconstruções após a destruição seguem caminhos positivos. O incêndio da primeira guerra mundial entregou a Rússia a Lenin e a grande crise dos anos 30 colocou Hitler no trono do inferno.

Diferente foi o que se seguiu à segunda guerra mundial, que graças a dirigentes amantes da humanidade, como Roosevelt, Churchill e De Gaulle, antes mesmo dos canhões se calarem e de os mortos serem contados, trabalharam para o caminho do Depois, que conseguiram acordar, planear e estruturar. A força, na altura benéfica dos EUA, fez com que os comboios entrassem de novo nos carris. Não houve milagre, houve coragem, generosidade e sensatez.

Neste momento em que os vírus ainda não se calaram e os mortos continuam a sua conta ascendente, não temos visibilidade para o depois. “Courtesy” do Mad Trump e dos ineptos líderes europeus, a humanidade caminha para o abismo sem cuidar dos paraquedas. O resultado pode ser mau, muito mau, desenrolando uma teia de acontecimentos que venha a fazer que o recomeçar seja uma quimera.

É a altura dos cidadãos do mundo, dos europeus em particular, exigirem que subam à cena líderes que nos garantam a todos, a existência de um futuro que honre a riqueza da nossa civilização, construção intelectual e modelo de organização que nos fez não só afluentes, mas também livres.

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