Fernando Ilharco
Fernando Ilharco 10 de maio de 2018 às 20:35

As desvantagens do optimismo

O optimismo é importante para manter o envolvimento e entusiasmo no trabalho, nos relacionamentos sociais, do dia-a-dia em geral. Ser positivo leva a sentirmo-nos melhor, a trabalhar melhor e a conseguir mais.

Mas será que o optimismo pode ser demasiado? Pode prejudicar?

 

O optimismo pode facilitar atingir os objectivos. Mas pode também dificultar. Geralmente, quando se imaginam situações positivas, como, por exemplo, conseguir um dado emprego, ter sucesso neste ou naquele projecto, a pressão sanguínea tende a baixar, refere Gabrielle Oettingen, da Universidade de Nova York, o que pode tornar-nos menos enérgicos e menos focados.

 

Entre os jovens licenciados à procura de primeiro emprego, muitas vezes os menos confiantes acabam por conseguir melhores empregos do que os colegas mais optimistas. Estes últimos, confiantes que as coisas vão correr bem, enviam menos candidaturas, esforçam-se menos e em média não conseguem tão bons empregos como os mais pessimistas.

 

Estamos programados para sermos optimistas, defende Tali Sharot, da University College de Londres, referindo que geralmente cerca de 80% das pessoas são optimistas. Mas o optimismo pode subestimar o valor do esforço, o tempo necessário para atingir os objectivos, ou mesmo o valor que damos ao que fazemos. 

 

Como dosear então o optimismo? Oettingen sugere que antecipar problemas potenciais ajuda a dar valor ao que fazemos e a ponderar as decisões. Permite imaginar soluções para possíveis problemas e facilita valorizar os nossos objectivos. Não se trata de facto de ser pessimista, mas de garantir que se tiram as vantagens do optimismo, evitando as suas desvantagens.

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