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Guerra e paz

As manifestações que se viram, aqui e ali, “contra a guerra” e “pela paz” mostram como a Europa continua a querer vestir roupa que não é adequada nem ao calor nem ao frio. O seu equívoco é transparente: o inimigo (Bin Laden) do meu inimigo (Bush) não tem

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As manifestações que se viram, aqui e ali, “contra a guerra” e “pela paz” mostram como a Europa continua a querer vestir roupa que não é adequada nem ao calor nem ao frio. O seu equívoco é transparente: o inimigo (Bin Laden) do meu inimigo (Bush) não tem necessariamente de ser meu amigo ou, sequer, meu parceiro de jantar.

A esquerda ainda continua a sonhar que cantando em ritmo “hippie” o célebre refrão de “make peace not war” fará com que Bin Laden e os seus irregulares se convertam à paz. Mas Laden não tem os discos de Bob Dylan. Prefere Wagner.

A Europa, não só a de esquerda mas também a de direita, ainda não percebeu que não tem uma linguagem à altura das novas questões. A violência já não é lá longe: é no seu pátio e pode chegar entre dois “e-mails”.

A  erupção do terror foi diagnosticada por Joseph Conrad em “O Agente Secreto” e hoje, praticamente um século depois, ainda está tudo lá escrito. Como se não bastasse, aí está Ariel Sharon a alimentar a fogueira com mísseis, para deixar ainda mais a Europa de Chirac ou de Zapatero sem saber como há-de ser bombeiro voluntário.

O terror, todo ele, trouxe-nos perguntas difíceis. Para as quais não há respostas fáceis.

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