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Fernando Sobral fsobral@negocios.pt 15 de Junho de 2005 às 13:59

Há terceira via?

Vivemos na idade das micro-políticas. Os partidos deixaram de ser mensageiros de ideologias claras para todas as gerações. Os partidos tornaram-se simplesmente marcas, estilo daquelas que os jovens do «arrastão» de Carcavelos buscam para vestir.

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Há uma diferença: poucos querem as marcas partidárias, muitos desejam ter as que surgem na televisão em forma de ténis ou de telemóveis. Antigamente um cidadão pertencia a algo quando fazia parte de um partido político que queria mudar a sociedade. Hoje só se pertence a uma tribo urbana se o uniforme for de uma marca que promete a liberdade total. Talvez por isso os políticos tentaram tornar-se actores ou produtos publicitários.

Em Portugal foi o que sucedeu com Santana Lopes. É o que acontece com Carrilho. Erro: a política ainda deve ser diferente de um produto de consumo. Mesmo se a União Soviética caiu porque não conseguia produzir as necessidades básicas de consumo. Ou se a MTV, com os seus telediscos, ajudou a atirar abaixo o Muro de Berlim.

Álvaro Cunhal desapareceu numa altura em que os políticos perguntam aos cidadãos o que eles querem ouvir ou vestir. Ele era da época em que um líder impunha a sua lei, afastando as vozes que tinham dúvidas. Haverá uma terceira via?

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