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Incinerar por aí

O político português típico acredita num princípio da idade do Paleolítico: o mundo muda e ele continua igual. Há quem tenha uma visão ainda mais preguiçosa da sociedade: a de que o país roda à sua volta.

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É esta visão umbilical que leva a que a ideologia central reinante no país seja a da incineração. À falta de adrenalina, a incineração é a maquilhagem perfeita para a sua frugal dieta de falta de ideias. O político português não actua às claras: incinera às escuras. Jerónimo de Sousa, à falta de estrelas da ex-URSS, apresenta como cabeça de cartaz do piquenicão da Festa do Avante o autarca Carlos de Sousa. Transformado, dentro dos profundos conhecimentos de incineração do partido, em torresmos. No PSD há quem, em vez de exercitar os músculos contra a corrente, prefira incinerar o líder Marques Mendes. A incineração interna é sempre uma forma de combate político mais fácil do que debater com o feiticeiro do fogo, José Sócrates. Este, aparentemente, só tem uns autarcas que, em sussurro, vão tentando garantir fundos para adquirir uma incineradora que um dia os vingue das humilhações. Mas, até lá, vão ter de viver com o líder do forno governativo. O CDS de Ribeiro e Castro comprou uma incineradora para se ir torrando a si próprio, num exercício de masoquismo que poderia ser estudado por académicos de todo o mundo. Na política portuguesa é mais fácil incinerar quem está à volta do que acender os neurónios. É por isso que este país vive na penumbra da fuligem.
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