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Fernando Sobral fsobral@negocios.pt 20 de Junho de 2005 às 13:59

O congelador comunitário

A União Europeia entrou num congelador. Talvez algum dia, daqui a anos, décadas ou séculos, alguém a tire de lá para voltar a ser consumida. Como produto de primeira necessidade. Durante muito tempo os países europeus, que acreditaram que bastava empurrar

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Durante muito tempo os países europeus, que acreditaram que bastava empurrar o carro europeu, mesmo se a gasolina subisse de preço e se poucos desejassem pagar a portagem, para que todos se sentissem beneficiados, não perceberam que a união política era diferente da económica. Mas como a generalidade ficava a ganhar todos encolhiam os ombros.

O problema é que os ingleses, os alemães e os franceses deixaram de ter interesse em fazer o seu número de sapateado. E os outros já têm muito a perder e pouco a ganhar com o fim da UE. A começar por Portugal. Sem esta comunidade que despeja dinheiro no nosso rectângulo onde se irá buscar «receitas extraordinárias»? À agricultura, à pesca, à indústria? Parece pouco óbvio. Colocámo-nos como um país de serviços e de turismo.

Agora parecemos uma ventoinha tola: não sabemos a que velocidade devemos andar para refrigerar o país. Nesta encruzilhada europeia só falta saber uma coisa: quem vai pagar os seus pecados e os pecados dos outros.

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