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O Darth Vader da OPA ao Benfica

O treinador holandês Rinus Michels foi, num dia em que olhava para um livro de Clausewitz, de uma gélida contundência. “Futebol é guerra”, disse ele. Talvez quisesse dizer: no futuro o futebol será a guerra através de outros meios. Hoje compreende-se porq

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É um coliseu de Roma, onde gladiadores saciam o desejo de espectáculo dos mortais e o amor pelo lucro de muitos dos que investem. O futebol é, na idade das SAD, a “Guerra das Estrelas” sem Darth Vader, acreditam os inocentes. Mas não é: em cada OPA há um Darth Vader para cada guerreiro Jedi que quer salvar um clube das trevas. Esfregue-se os olhos e vislumbre-se o Benfica. Joe Berardo é Jedi ou Darth Vader? Vasco Coutinho é o quê? Um mensageiro de um Darth Vader desconhecido, ou é, ele próprio, o guerreiro que se esconde por detrás de uma máscara? Que OPA é essa que acena com uma árvore das patacas e que faz com que as acções esvoacem ao sabor de uma brisa de rumores? Se há um polícia do mercado, espera-se que ele actue. Mas no meio de tanta OPA, esquece-se o essencial. A luta nas trevas, a propósito do Benfica tem a ver com outro tabuleiro: o dos direitos televisivos do futebol. Quem aí treme é Joaquim Oliveira, porque o seu poder vem desse monopólio que criou uma teia de aranha às quais os clubes estão presos. Berardo percebeu onde está a verdadeira guerra.
E não precisou de ler Clausewitz nem o chinês Sun Tzu.
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