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Fernando Sobral fsobral@negocios.pt 01 de Março de 2006 às 13:59

O fim do interior

Portugal sempre foi um país cujo interior, o chamado país profundo, fez e desfez Governos e regimes. Os chefes, desde que há um mínimo sinal de democracia, acantonaram-se no Terreiro do Paço, mas ficaram sempre reféns dos caciques locais e da longa teia d

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Tudo está em Lisboa e Porto e em mais meia dúzia de cidades. O Governo é cada vez menos refém dos votos do interior. Porque este emigrou, para o estrangeiro ou para as grandes cidades. Para Lisboa, apesar de manter a sede da outrora guarda pretoriana do regime contra o interior no seu coração, este é para abater. Dão-se subsídios para o interior definhar com honradez, como o comércio tradicional. Neste encontram-se idosos longe de tudo e de todos, no meio de florestas queimadas. Como não há jovens, não há crianças. Sendo assim, escolas ou centros de saúde, são caras e dispensáveis. O desaparecimento da velha província processa-se a um ritmo alucinante. O Estado é o Jack, o Estripador, do interior do nosso país. Os autarcas vão perdendo o seu poder. O interior já fez a sua última carga da brigada ligeira contra o Terreiro do Paço. E perdeu.
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