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O Gengis Khan do PP

A política tem dois lados perversos. Um deles é pateá-la e ir-se embora. Ou outra é suportar a farsa, mesmo que se mostre uma cara enjoada. Paulo Portas é um político único. É um profeta que joga todos os trunfos com o ar de que tem todos os "bluffs" nas

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Portas, aparentemente, traz o renascimento de um partido e de uma ideologia. E, também, é uma espécie de Gengis Khan que quer conquistar um império que é neste momento ocupado pelo PSD e pelo centrismo democrático do PS de Sócrates. Não é, claro, um bárbaro com uma horda de militantes que não se reconhecem órfãos de um partido desertificado e sem ideias. Que continua a descobrir, cada vez que acorda, um mundo diferente que o vento ideológico do PP altera a seu belo prazer. Portas sempre foi o líder esperado como D. Sebastião. Haveria sempre de chegar numa noite de nevoeiro por volta do telejornal das oito horas. Porque agora é nesse momento que os eternos desejados tocam à campainha e entram na casa que sempre foi a sua. Portas regressa para o mundo que criou. Que abandonou. E a que tinha de voltar. Só Ribeiro e Castro, aparentemente, esperava que ele ficasse muito anos longe do trono que é o seu. Mas, claro, ele voltaria. A um partido em estilhaços. Que alguém tinha de voltar a colar. Até sair de vez. E deixar o PP em estilhaços.
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