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Fernando Sobral - Jornalista fsobral@negocios.pt 22 de Setembro de 2010 às 13:00

O imposto de Drácula

O Governo português é enternecedor. Diz que quer fazer transfusões de sangue para salvar o País

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O Governo português é enternecedor. Diz que quer fazer transfusões de sangue para salvar o País, mas comporta-se como o conde Drácula. Suga todo o sangue que encontra nas veias nacionais. E é incapaz de encontrar alimento alternativo ou sintético como na série "True Blood".

A execução orçamental mostra como o Governo faz contas de somar e subtrair com os rendimentos dos portugueses. Busca fontes de imposto como um furão. Mostra-se incapaz de poupar um cêntimo. Cada nova receita vinda dos impostos serve para alimentar a sua gula. Quanto mais recebe, mais gasta. O Estado português desconhece a importância da dieta para uma vida saudável. Pior: começa a criar-se uma tenebrosa teoria da conspiração. Será que este Governo tem interesse em que chegue a cavalaria do FMI para poder descartar-se da culpa de ser incapaz de controlar as despesas de funcionamento do Estado? Este Governo gosta de se apresentar como vítima. Do passado, da oposição, da crise externa, do Além. É por isso também que hoje a sociedade portuguesa é menos plural do que há alguns anos e está mais refém do clientelismo. Este Governo atirou-nos para uma estrada sem destino. Vivemos
a catástrofe da falta de opções. Portugal vive já uma crise emocional: pede consolo. Enquanto isso o Estado corta no investimento e nas apostas sociais mas aumenta a sua despesa. Há algo de maquiavélico neste comportamento sem explicação. E o pior é que ninguém neste Governo explica o absurdo. A sua única acção é criar impostos. Em Portugal criou-se o imposto de Drácula. Não está no OE. Mas é cobrado todos os dias.


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