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Fernando Sobral - Jornalista fsobral@negocios.pt 21 de Setembro de 2005 às 13:59

O país dos genéricos

Portugal é o país dos genéricos: quando tenta tratar de tudo acaba por não resolver nada. Todas as decisões começam por ser excelentes para o consumidor e, depois deste ser aliciado pelo melhor dos mundos, descobre que foi convocado para o pior dos infern

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Com os genéricos o cidadão iria descobrir a agulha no palheiro dos enganos. Agora também paga a palha. Para o Estado, como sempre, com mais ou menos mercado, em caso de dúvidas paga o consumidor. É mais rápido que a própria sombra das suas promessas. Em Portugal o Estado é Lucky Luke e os cidadãos consumidores são convidados a fazer o papel de Rantanplan. É triste.

O novo paradigma de como o Estado funciona são os recibos verdes. Criaram-se condições, de facto, para que ele fosse um dos pilares do emprego. Agora os contabilistas de serviço à máquina estatal vislumbraram ali um paraíso fiscal. Há quem deva pagar. Há quem não deva. Mas há casos de quem, entre os novos valores do pagamento para a segurança social e os descontos obrigatórios para o IRS, vá trabalhar para pagar a sopa e a sandes do almoço.

O Governo socialista chama a isto suavizar a dor. Isto é: nem trata da doença nem a esquece. Dá-lhe genéricos mais caros até que a cólica volte.

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