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O postal de Pinho

Os ministros de Sócrates deixaram de fazer discursos. Escrevem artigos. É uma pouco hábil forma de comunicação que parece ser o outro lado do choque tecnológico prometido pelo Governo. O ministro Manuel Pinho em vez de discursar ou de mandar um e-mail a t

Ou melhor, desenhou um recadinho, daqueles que se mandam aos colegas de carteira na escola primária. O que diz o ministro? Pede «elevação» no debate sobre o TGV e a Ota. Presume-se que pretenda que a «elevação» atinja o nível da sua redacção.

Como é típico, o ministro esconde-se atrás de uma análise de dois estudiosos, Marvão Pereira e J. Andraz. É algo sempre seguro para a falta de argumentos. Depois, como se o escudo invisível do estudo não fosse suficiente, diz que se a Espanha faz, nós também deveremos fazer. Argumento imbatível. Mas o ministro quer fazer de «destroyer».

Pinho diz que se o sector privado investe é porque «é rentável». Mas quem investe? As companhias aéreas parecem ser as menos estimuladas pelo investimento. Sendo assim, a Ota é «rentável» para quem? O ministro Pinho escreveu um postal ilustrado de férias. Poderia ser sobre a praia que frequenta. O grave é que é sobre o país que ajuda a governar.

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