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Os homens invisíveis

Há dois fantasmas típicos em Portugal. O «sistema» futebolístico e o «aparelho partidário». Nos últimos tempos surgiu mesmo um novo tipo de homem invisível: o que manda atear incêndios. Todos os conhecem ou, mais modestamente, já ouviram falar deles. Mas

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O «sistema» e o «aparelho partidário» são os culpados de todos os males de país. Mas parece ser impossível descobrir onde residem habitualmente. Portanto, são fantasmas. O futebol português não é transparente. A culpa é de quem? Do «sistema». Onde é que ele está? Em parte incerta.

O Governo coloca «boys» num poleiro qualquer. Quem tem a culpa? O «aparelho partidário», que amarrou o inocente executivo. Isto é: quando a calinada é gritante não são os dirigentes máximos do futebol ou os principais responsáveis do Governo os responsáveis. São homens invisíveis que fazem o maldoso tráfico de influências ou conseguem o financiamento partidário.

Quem são? Homens sem rosto. Ou seja, as desculpas perfeitas para a falta de poder do Estado. Os melhores culpados são os que se julga que circulam por aí, mas de que não há a certeza científica da sua existência. Assim, enquanto se anima o povo, os verdadeiros responsáveis lá vão cantando e rindo. De nós.

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