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A tradição é o que era?

No final de Setembro, ver-se-á se há tradições que ainda são o que eram. A observação do comportamentos dos índices de bolsa revela ser o mês que agora está no início, aquele em que o desempenho dos mercados de acções costuma ser pior.

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No final de Setembro, ver-se-á se há tradições que ainda são o que eram. A observação do comportamentos dos índices de bolsa revela ser o mês que agora está no início, aquele em que o desempenho dos mercados de acções costuma ser pior. O principal indicador do comportamento das cotações de empresas norte-americanas, o S&P 500, tem por hábito desvalorizar-se, em média, 0,9% durante Setembro. Não é muito mas, para quem acredita na força das tradições, o mês será de quedas e, por isto, de boas notícias para quem anda à procura de oportunidades para investir a preços mais favoráveis.

Setembro, diz a tradição, é um mês negativo para as bolsas. Mas há oportunidades a aproveitar.
Os aspectos a ter em conta na evolução próxima dos mercados não se esgotam por aqui. A depreciação das cotações que tem sido provocada pelas incertezas em redor da força da retoma económica em regiões decisivas como os Estados Unidos, a União Europeia e o Japão é uma fonte de portas abertas para reajustamentos e consolidação entre as empresas de diversos áreas de actividade.

Sinal desta realidade, que antecipa o rumo das economias desenvolvidas a prazo, é o facto de as operações de fusão e aquisição estarem em alta. Agosto passado foi, até, o período em que o volume de dinheiro envolvido na compra de empresas atingiu o nível mais elevado desde que a crise financeira eclodiu. Quanto aos prémios que estão a ser pagos pelas empresas compradoras para conseguirem alcançar o controlo das firmas-alvo, situam-se em 30% sobre a cotação em bolsa, o valor mais alto dos últimos 12 meses.

Em fase de restrições no crédito e de desconfiança sobre o comportamento dos mercados de acções, as operações estão reservadas, sobretudo, a empresas que acumularam liquidez e que têm, agora, os capitais próprios a um nível confortável para poderem ir ao mercado expandir as suas posições. A prazo, é razoável acreditar que as compras que estão a ser efectuadas a preços de crise vão significar saltos na rendibilidade das empresas. E isto significa mais ganhos para os accionistas, através da valorização das acções e dos dividendos distribuídos.

Algumas das movimentações de maior dimensão e impacto estão a suceder nos Estados Unidos, que asseguram uma fatia importante das fusões e aquisições e que, só em Agosto, representaram investimentos de 223,2 mil milhões de dólares a nível global. Feita a conversão, são 174,2 mil milhões de euros, número semelhante ao do produto interno bruto português. Mas não é apenas nas grandes economias que o fenómeno está a acontecer. Em Portugal, de acordo com os cálculos feitos pelo "Investidor Privado", há dez mil milhões de euros parados nas empresas que figuram no índice PSI 20. Aguardam oportunidades e o ressurgimento da confiança, um par de boas razões para os investidores se manterem atentos.

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