Jorge Marrão
Jorge Marrão 23 de abril de 2013 às 00:01

O Governo é liberal?

Os privados, compelidos ou não pelo Estado, financiaram as políticas de transportes, as energéticas do futuro e as da saúde. Os políticos do momento venderam-nas como de coesão, de auto-suficiência energética e de escrupuloso cumprimento da Constituição.

A frase...

 

"Governo utiliza o pior da autoridade para interromper o Estado de direito e para instaurar um Estado de excepção."

Sampaio da Nóvoa, in DN, em 10 de Abril de 2013

 

A análise...

 

Na cultura política dominante, os cortes da despesa pública são sempre "cegos" e um ataque ao Estado social. Parece que os únicos "inteligentes" são interromper o Estado de direito nos contratos com os privados. O contrato social e geracional é imaculado. A despesa pública é social, moral e intelectualmente justificada por teorias superiores.

Os privados, compelidos ou não pelo Estado, financiaram as políticas de transportes, as energéticas do futuro e as da saúde. Os políticos do momento venderam-nas como de coesão, de auto-suficiência energética e de escrupuloso cumprimento da Constituição. E venderam uma impossibilidade: a dos salários e reformas eternamente crescentes.

Com imprevisibilidade contratual, dívida e impostos excessivos, caminhamos para um socialismo pobre, seguido da falência da sociedade civil. Termina como sempre: trapalhadas políticas, seguidas de ordem imposta externa, de paralisia reformista momentânea (já as temos) e, finalmente, de um consenso forçado. Já faltou mais.

Este artigo de opinião integra A Mão Visível - Observações sobre as consequências directas e indirectas das políticas para todos os sectores da sociedade e dos efeitos a médio e longo prazo por oposição às realizadas sobre os efeitos imediatos e dirigidas apenas para certos grupos da sociedade.

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