Carlos Albuquerque
Carlos Albuquerque 18 de agosto de 2014 às 20:05

A alquimia do crescimento

Primeiro a alquimia do Tribunal Constitucional. Transmutado em câmara de pares do reino improvisada (como refere Rui Ramos).

 

A FRASE...

 

"Reunir o conhecimento económico actualmente disperso num centro de inteligência económica e competitiva, de modo a apoiar as empresas portuguesas nos seus investimentos, áreas de negócio, exportações e estratégias de internacionalização."

 

António José Seguro, Público, 14 de agosto de 2014.

 

A ANÁLISE...

 

Depois a alquimia do crescimento. Como num prato de 5 estrelas. Junta-se conhecimento económico. Cria-se o centro da inteligência e competitividade. Mostra-se em dossiês de suporte. Juntam-se subsídios em vinha de alho. Apresentações bonitas a cores. Promotores e avaliadores com QI elevado. E temos a alquimia do costume. Défice em vez de crescimento. Sines fantasmagórico do século passado (leia-se o Público deste domingo). Autoestradas vazias. Parques desportivos sem atletas. Endividamento das empresas públicas. Projetos de formação profissional vazios. Sempre com resultado negativo. Porque sempre fora dos mercados. E das necessidades dos consumidores. Não geram crescimento. E deixam enormes dívidas para o futuro. Que continuamos a pagar.

 

O crescimento resulta de processos de risco. De economias livres. De busca de oportunidades nos mercados. De inovação. De ambição. De avaliação permanente pelos consumidores. E competitividade pela concorrência. Na vivência dos mercados. Com processos de negócio flexíveis e transparentes. Nunca de processos centralizados. De iluminados burocratas. Ou de inteligências concentradas. Só com empreendedores o desenvolvimento chegará. Nunca com pedras filosofais utópicas de mando governamental. Como a esquerda gosta de prometer. Dizem que põem o país a crescer. Alquimias.

 

Este artigo está em conformidade com o novo Acordo Ortográfico.

 

Este artigo de opinião integra A Mão Visível - Observações sobre as consequências directas e indirectas das políticas para todos os sectores da sociedade e dos efeitos a médio e longo prazo por oposição às realizadas sobre os efeitos imediatos e dirigidas apenas para certos grupos da sociedade.

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