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Carlos Albuquerque 09 de Outubro de 2014 às 00:01

A Reipública

O país precisa de liberdade económica. De competição e concorrência. De exportações. De consensos constitucionais. De simplificação fiscal. De atração do investimento estrangeiro.

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A FRASE...

 

"Costa apoia-se muito mais na economia pública para resolver o problema de Portugal. –'Temos homem! Ouviu-se na sala do clube dos empresários! Ele nem falou dos exportadores!'"

 

João Duque, Expresso, 4 de outubro de 2014

 

A ANÁLISE...

 

Os reis vivem rodeados de entourages. Que se alimentam das vantagens do poder. Dos lugares que partilham. Dos contratos de que beneficiam. E das facilidades que "facilitam". Indivíduos ou grupos. Particulares ou empresas. Pouco importa. Cooperam na defesa do sistema. Do grande Estado. Para que o bolo sempre cresça. Dizem que o povo quer. Que o povo precisa. E que o povo gosta. Por isso o Estado impõe. E os cidadãos deixam de ter liberdade para escolher.

 

A dimensão do Estado é a variável crítica. O próprio sistema. Maior Estado, representa maior captura de valor. Maiores perdas para os cidadãos. Mas para a esquerda o sistema é bom. Algumas pessoas não. Por isso só os seus podem dominar. E apropriar o próprio Estado. Os seus membros crescem todos os dias. Vindos dos grémios políticos. Dos grupos profissionais organizados. E das empresas do círculo. Por isso o discurso intervencionista. Pode ser honesto. Mas fomenta o crescimento dos entourages. Legitima a exploração dos cidadãos pelos grupos. E não gera riqueza. Perdem sempre os mais desfavorecidos. Pois ficam fora do bolo. Sendo meros argumentos descartáveis. 

 

O país precisa de liberdade económica. De competição e concorrência. De exportações. De consensos constitucionais. De simplificação fiscal. De atração do investimento estrangeiro. Mas isto é perigoso para os entourages. Por isso o apelo ao rei. Que defenda todos os interesses. Como tem sido costume. Infelizmente para o país. No 5 de outubro, viva a Reipública. Temos homem! 

 

Este artigo está em conformidade com o novo Acordo Ortográfico.

 

Este artigo de opinião integra A Mão Visível - Observações sobre as consequências directas e indirectas das políticas para todos os sectores da sociedade e dos efeitos a médio e longo prazo por oposição às realizadas sobre os efeitos imediatos e dirigidas apenas para certos grupos da sociedade.

maovisivel@gmail.com

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