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Opinião
Carlos Albuquerque 01 de Abril de 2014 às 00:01

A indústria do Setor "K"

O intervencionismo governamental mistifica a procura da felicidade social. Os malefícios do mercado. A correção das injustiças. O fomento da economia. E a procura do bem comum. Que ninguém realmente sabe o que é.

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A FRASE...

 

"'Há empresas que se especializaram como uma das suas atividades produtivas a captar os fundos comunitários', acusa Vítor Bento. O economista diz que 'há gente que vive disso' e fala mesmo de uma 'indústria' à volta desses fundos. Não importa a 'utilidade', avisa. O importante é 'saber desenhar o projeto' para receber o dinheiro."

 

Jornal de Negócios online, 24 de março de 2014.

 

A ANÁLISE...

 

Para isso, o estado faculta "bens de grupo". Só para alguns. Com poucos limites. Porque a felicidade não tem fim. E, para isso, os gastos públicos também não.

 

Cada grupo quer a sua quota. ONG. Comissões. Observatórios. Consultores. Empresas públicas ou privadas. Sindicatos. Fundações. Economistas, juristas e artistas. Um verdadeiro setor da economia. O Setor "K". Cuja missão é a apropriação dos dinheiros públicos. Em nome da cultura. Do ambiente. Da solidariedade. Da poluição. Do desenvolvimento. E através de subsídios. Contratos. Bolsas. Em Lisboa. Em Bruxelas. Onde der. Para cada grupo.

 

E os verdadeiros industriais desta indústria. Uma equipa. Nas empresas. Nos postos-chave. Nos comentários. Nos organismos de distribuição. Nos locais de decisão. Na influência parda. Nos holofotes da comunicação. "Ex's" e "In's". Vivem de "klientelismos". E de "kompadrios". Gostam de "kapital". Mas são sempre a luz do amor ao próximo.

 

O Setor "K" é global. E proporcional à dimensão do estado. Anulá-lo só depende da redução do estado. Da libertação da ideologia keynesiana que o suporta. Da ideologia do Senhor "K". O verdadeiro autor da música dos gastos públicos. E do endividamento público. Que faz cantar sempre as cigarras. Mas faz chorar todos os dias as formigas.

 

Este artigo de opinião foi escrito em conformidade com o novo Acordo Ortográfico.

 

Este artigo de opinião integra A Mão Visível - Observações sobre as consequências directas e indirectas das políticas para todos os sectores da sociedade e dos efeitos a médio e longo prazo por oposição às realizadas sobre os efeitos imediatos e dirigidas apenas para certos grupos da sociedade.

maovisivel@gmail.com

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